Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouvidos pelo blog querem que ele passe a defender que haja mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão é antiga e chegou a ser defendida pelo agora ministro do STF, Flávio Dino, na época em que ele era deputado federal e depois, quando se tornou…
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouvidos pelo blog querem que ele passe a defender que haja mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A discussão é antiga e chegou a ser defendida pelo agora ministro do STF, Flávio Dino, na época em que ele era deputado federal e depois, quando se tornou ministro da Justiça.
O tema foi retomado agora, pois o governo vê que o Supremo Tribunal Federal virou uma pauta eleitoral para este ano, especialmente após ministros da Corte serem citados no decorrer das investigações do caso Master. Com isso, aliados do presidente entendem que é preciso ter uma resposta para essa questão.
A derrota de Jorge Messias na última quinta-feira (29) no Senado também corroborou para que o tema seja tratado nos bastidores do governo, uma vez que a possibilidade de um discurso de “atacar o sistema” não é possível, já que prejudicaria articulações que o governo já possui dentro do STF.
Messias, que é o advogado-geral da União (AGU), foi indicado por Lula em novembro para assumir a vaga no STF deixada por Luis Roberto Barroso, que adiantou a aposentadoria e deixou a corte em outubro do ano passado.
Lula só formalizou a indicação de Messias em 1º de abril deste ano, quando enviou a mensagem ao Senado. Sua indicação contrariou o desejo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) desde o início, uma vez que o nome defendido por Alcolumbre era o do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Como o blog já mostrou, Messias está indignado com o resultado da sabatina e interlocutores dizem que ele considera um “golpe” de Alcolumbre e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para derrotá-lo — e vê também, nos bastidores, atuação do ministro Flávio Dino.
Segundo o blog apurou, o advogado-geral da União agora atua para mapear o que considera uma operação articulada para derrubá-lo. Ao mesmo tempo, uma ala do governo já entrou em modo “guerra” para reagir.
Segundo relatos obtidos pelo blog, Messias diz a interlocutores ver uma digital explícita de Moraes e Dino na operação e sustenta que o episódio inaugura um novo momento na relação com o Supremo.
Aliados de Dino negam, nos bastidores, que ele tenha atuado contra Messias em articulação com Moraes e Alcolumbre. Também afirmam que Dino “lavou as mãos” quando o governo indicou Messias, por não considerá-lo o melhor nome.
Nos bastidores, integrantes do governo têm repetido a mesma linha: “Agora é guerra.”
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