30/03/2025 08:00 | Meio AmbienteDesenvolvimento Econômico
Ao avançar no RenovaBio, Alagoas se destaca na transição energética
Busca por soluções mais sustentáveis é prioridade do Governo Paulo Dantas; cooperativa Pindorama é pioneira em Alagoas

Setor sucroenergético alagoano tem ampliado sua competitividade, se consolidado como o segundo maior do Nordeste
Anderson Gomes (sob supervisão) / Ascom Sedics
Alagoas avança rumo à transformação
energética para o uso e consumo de energias limpas. Este protagonismo ocorre
devido ao cresci,emto de usinas e cooperativas alagoanas no processo de
certificação para a emissão de Créditos de Descarbonização (CBIOs),
consolidando o estado no cenário da Política Nacional de Biocombustíveis, o
RenovaBio, além de iniciativas públicas voltadas à atração de investimentos e
ao fortalecimento econômico do estado.
De acordo com o superintendente de
Políticas Energéticas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (Sedics), Bruno Macêdo, o setor sucroenergético alagoano
tem ampliado sua competitividade, se consolidado como o segundo maior do
Nordeste e o nono do Brasil em emissão positiva de CBIOs.
Um exemplo bastante significativo é a
Cooperativa Pindorama, pioneira em Alagoas na adesão ao RenovaBio. A cooperativa
foi a primeira a adotar a política nacional de descarbonização, tendo a
certificação inicial em 2020.
Desde então, a cooperativa gerou mais
de R$ 7 milhões por meio dos Créditos de Descarbonização, que foram
distribuídos aos cooperados.
Primeira biorrefinaria brasileira de
etanol
Prioridade no Governo Paulo Dantas, a
busca por soluções mais sustentáveis ganhou um novo capítulo com o lançamento
do Complexo de Biorrefinarias Integradas de Biocombustíveis Sustentáveis
Avançados – EXYGEN I, em Marechal Deodoro.
Com a previsão de produção anual de
160 milhões de litros de etanol neutro em carbono, a partir de 2026, utilizando
resíduos da produção de açúcar como matéria-prima, e de 85 milhões de m³ de
biometano por meio da vinhaça (resíduo líquido resultante da destilação do
caldo da cana-de-açúcar), a expectativa é que a operação gere mais de 500
empregos diretos e mais de 1.200 postos de trabalho durante as obras das fases
subsequentes.
A secretária Alice Beltrão destaca
que o Governo de Alagoas tem investido no que há de mais moderno na geração de
energia. “Nossa matriz energética é 87% originada de fontes renováveis com
produção liderada pela cana de açúcar com 47%, segundo dados do nosso Balanço
Energético de Alagoas. Nosso estado tem vocação para a produção de energia
limpa e investir em políticas públicas, segurança jurídica, infraestrutura,
viabiliza a expansão de investimentos, atraindo mais investidores e garantindo
novas oportunidades”.
Além disso, empresas como a Usina
Coruripe e a Impacto Bioenergia Alagoas (IBEA) também já fazem parte do
RenovaBio, obtendo certificações. “Esta política, por meio da certificação para
a emissão de CBIOs traz diversos benefícios ambientais, mas também faz com que
tenhamos muitos avanços significativos para o estado no setor sucroenergético”,
explica Alice.
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