Jongkuch “JK” Mach tem 18 anos e já mede 2,29 metros de altura. Nascido no Sudão e criado em Perth, na Austrália, o atleta alcançou 1,93 m aos 14 e, desde então, vem chamando atenção no basquete pela combinação de tamanho e talento.
A altura, entretanto, também pode representar desafios para a saúde e exige cuidados específicos para sustentar um corpo desse porte, explicam médicos.
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Rotina de Jongkuch “JK” Mach
Mach concluiu o ensino médio e passou a se dedicar ao basquete. Com isso, ganhou mais tempo para trabalhar o desenvolvimento físico e aumentar a massa muscular.




Jongkuch “JK” Mach
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Mach faz parte do Centro de Excelência em Basquete (CEB) em Camberra, na Austrália
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O jovem sonha em seguir os passos de Victor Wembanyama e chegar à NBA
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O atleta acredita ter ganhado cerca de 18 quilos após incluir musculação na rotina e reforçar a alimentação.
“Quando cheguei aqui [centro de treinamento], eu pesava 73 kg, mas agora estou com 91, e tudo graças à alimentação. Vou ao refeitório e como o máximo que consigo”, contou Jongkuch ao portal The Sydney Morning Herald.
Ele afirmou incluir alguns lanches entre os treinos e as refeições. “Estou comendo muito mais do que o normal: frango, arroz, alguns damascos, leite com chocolate, até barras de proteína, qualquer coisa que eu consiga comer.”
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Desafios do corpo gigante
Ao Metrópoles, Clarissa Rios, médica do esporte e CEO da DoctorFit, explica que atletas com estatura muito elevada apresentam maior sobrecarga biomecânica sobre articulações, músculos e coluna. Como consequência, pode aumentar o risco de lesões por sobrecarga.
Além disso, a nutrição também pode ser um desafio devido ao maior tamanho corporal e à elevada demanda metabólica.
“Esses atletas necessitam de maior ingestão de proteínas, energia e micronutrientes para garantir recuperação, preservar a massa muscular e evitar desnutrição, sarcopenia e deficiência de vitaminas e minerais que podem comprometer a saúde e o desempenho esportivo.”
Sobrecarga em articulações, músculos e coluna
Segundo a especialista, quanto maior a altura e o comprimento dos segmentos corporais, maior é a sobrecarga gerada sobre as articulações durante os movimentos esportivos.
“Na prática, isso significa que um salto, uma aterrissagem ou uma desaceleração produzem forças muito maiores sobre joelhos, tornozelos, quadris e coluna quando comparados a atletas de menor estatura”, explica Clarissa.
Sem fortalecimento muscular, mobilidade e planejamento adequado de treino, o risco de lesões e desgaste precoce das articulações pode aumentar.
Necessidades nutricionais
De acordo com Juliana Couto Guimarães, nutróloga da Afya Educação Médica Montes Claros, uma pessoa com 2,29 metros apresenta necessidades nutricionais diferentes. Porém, a altura, isoladamente, não permite calcular quanto um atleta precisa comer.
As necessidades nutricionais dependem também de informações como peso, quantidade de massa muscular e estágio de crescimento e maturação. O gasto energético total de indivíduos como Jongkuch pode ser muito elevado.






A cenoura é um alimento rico em fibras
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Vegetais crucíferos, como o brócolis, contam com muitos nutrientes, além da presença de fibras
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Essa fibra costuma ser novidade para iniciantes no mundo fitness
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Além de ser um ótimo alimento para o ganho de massa magra e rica em fibras, a quinoa ainda é livre de açúcar, glúten e colesterol
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Comum na dieta brasileira, assim como o feijão, o arroz integral é uma boa opção para aumentar a ingestão de fibras
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“O principal objetivo é garantir energia suficiente para sustentar os treinos, a recuperação muscular e o funcionamento do organismo. Quando essa disponibilidade energética é insuficiente, aumentam os riscos de fadiga, queda no desempenho, alterações hormonais e lesões ósseas”, explica a nutróloga.
Principais fontes de alimentos
Os carboidratos são o principal combustível para as ações intensas e repetidas do basquete.
Juliana explica que sua ingestão pode variar, de modo geral, entre 5 e 10 gramas por quilo de peso ao dia, conforme a duração e a intensidade dos treinamentos.
Já a proteína é fundamental para a manutenção e o desenvolvimento muscular, a recuperação e a adaptação ao treinamento. “Para atletas, costuma-se trabalhar com aproximadamente 1,6 a 2 gramas por quilo de peso ao dia, podendo haver ajustes em situações específicas.”
Segundo a especialista, outro desafio é garantir que o atleta consiga consumir toda a energia de que precisa sem causar desconforto gastrointestinal. Por isso, a alimentação costuma ser dividida em quatro a seis refeições ao longo do dia, com alimentos de alta densidade nutricional e energética.
“A hidratação também deve ser individualizada. Não é porque uma pessoa é mais alta que ela necessariamente perde mais água. O ideal é avaliar fatores como taxa de sudorese, clima, duração do treino e variação do peso corporal para definir a reposição de líquidos e eletrólitos.”







Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, exercitar-se ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor
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Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente
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De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias
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Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos
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Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono
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Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes
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A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural, ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida
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Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor
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Acompanhamentos e prevenções
Para atletas muito altos, os cuidados vão além dos treinos. A médica do esporte Clarissa Rios afirma que o acompanhamento deve incluir avaliações médicas e nutricionais regulares, além do controle da carga de exercícios e do fortalecimento muscular.
Em alguns casos, a estatura elevada pode estar associada a doenças genéticas ou hormonais, que também precisam ser monitoradas. “Com esse acompanhamento, é possível reduzir o risco de lesões, preservar a massa muscular e melhorar a recuperação”, conclui Clarissa.




