
Por Eberth Lins com TV Pajuçara
A história do pequeno Noah Gabriel, de Murici, no interior de Alagoas, que ficou conhecido após ter braços e pernas amputados por complicações de uma pneumonia silenciosa, ganhou novos e mais esperançosos capítulos. Depois de dois meses internado e de enfrentar um quadro grave, o menino de apenas dois anos voltou para casa e tem surpreendido a família com a forma como vem se adaptando à nova realidade.
Noah teve os dois pés e as duas mãos amputados e chegou a sofrer oito paradas cardíacas em um único dia durante o período mais crítico da internação. Agora, já em casa, ele iniciou uma nova etapa do tratamento com o uso das primeiras próteses e começou a dar os primeiros passos.
“O desafio é ele conseguir se equilibrar. Como ele não tem mãos para se apoiar, tudo é uma adaptação, está sendo bem desafiador, porém muito gratificante”, disse a mãe, Mikaelle Christina.
A mãe conta que o menino nasceu saudável, mas em setembro de 2025 uma pneumonia silenciosa evoluiu rapidamente para uma infecção generalizada, mudando completamente a rotina da família.
“Foi um momento devastador e nunca pensei passar por algo parecido na minha vida. Meu filho era saudável, andava correndo, brincava e do nada uma pneumonia e quase vi meu filho perder a vida”, recorda.
Durante o período mais crítico, a mãe relembra o medo constante. “Eu me senti destruída, pensei que a vida do meu filho ia acabar ali. Por mais que estivesse com vida, pensei que ele seria totalmente dependente de mim, ele é, mas pensei que seria uma criança que ficasse deitada e hoje vejo ele se desenvolvendo”, diz esperançosa.
A trajetória da família também foi marcada por um novo abalo. Parte do dinheiro arrecadado em uma campanha para o tratamento não chegou ao destino esperado e foi roubada pelo próprio pai da criança. Ele foi denunciado pela mãe do menino e preso, em janeiro deste ano.
De acordo Mikaelle, mais de 150 mil reais foram doados, mas apenas cerca de 200 reais foram encontrados na conta. “Fiquei arrasada, aquele dinheiro era para o tratamento dele, não é barato, ele tem que ter fisioterapia, temos que comprar novas proteses e para a gente se manter”, relatou a mulher, que dedica cuidado integral ao filho.
Felizmente, com novas doações, Noah e a mãe conseguiram passar 20 dias em uma clínica especializada em São Paulo, onde ele recebeu as primeiras próteses e iniciou o processo de reabilitação. A experiência, segundo Mikaelle, trouxe uma nova perspectiva.
“Eu vi pessoas com as mesmas dificuldades, foi uma virada de chave. Eu vi gente levando uma vida normal, mesmo usando prótese”, contou.
Agora, o foco está na recuperação e no desenvolvimento do menino. “Que ele se desenvolva, volte a andar, brinque, volte à escola. Eu quero que a vida dele seja normal. O momento agora é de paz, eu consigo ter paz, só em ter meu filho vivo é muita gratidão”, disse a mãe.
Quem quiser ajudar no tratamento pode contribuir por meio da chave PIX 129.642.444-80 (Mikaelle Christina Ferreira dos Santos).
Assista a reportagem da TV Pajuçara sobre os novos passos de Noah:




