O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou duramente o modelo econômico de Cuba nesta quarta-feira (25/2), horas após o governo cubano anunciar a morte de quatro pessoas em uma troca de tiros envolvendo uma lancha com registro norte-americano.
“A razão pela qual as coisas estão tão ruins é porque eles têm um modelo econômico que não existe, que não funciona, que não existe em lugar nenhum do mundo. Não é funcional”, afirmou Rubio.
Segundo ele, a única forma de a ilha ter um futuro melhor seria por meio de mudanças estruturais. “A única maneira de Cuba ter um futuro melhor é se tiver um modelo econômico diferente”, completou.


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Ataque e mortes
- Mais cedo, o Ministério do Interior de Cuba informou que quatro pessoas morreram após uma lancha, supostamente procedente dos Estados Unidos, invadir águas territoriais e disparar contra autoridades locais.
- De acordo com o governo cubano, a embarcação, com registro no estado da Flórida, foi interceptada pela guarda costeira.
- Durante a tentativa de identificação, teria ocorrido uma troca de tiros.
- Um comandante cubano ficou ferido. Além dos quatro mortos, outras seis pessoas que estavam na lancha ficaram feridas.
- As identidades não foram divulgadas.
Rubio também citou medidas adotadas por Donald Trump durante o primeiro mandato, que, segundo ele, buscavam fortalecer o setor privado cubano.
“Se você voltar às ordens executivas do presidente Trump de 2017 ou 2018 sobre uma nova política para Cuba, essa política foi concebida, em muitos aspectos, para colocar o setor privado e os cubanos individualmente, não afiliados ao governo ou às forças armadas, em uma posição privilegiada”, declarou.
Tensão crescente
O episódio ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Havana. Desde o início do ano, Trump tem aumentado a pressão econômica sobre o governo do presidente Miguel Díaz‑Canel e chegou a ameaçar uma possível ação militar.
Cuba enfrenta há décadas um embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, considerado o mais longo em vigor no mundo, e vive uma grave crise econômica e social.




