Após um ataque do Irã atingir dois navios petroleiros que embarcaram no porto de al-Faw, na única saída marítima do Iraque, o país suspendeu as operações em todos os portos de petróleo, na quarta-feira (11/3). Desde o início da guerra no Oriente Médio, 17 embarcações sofreram ataques no Golfo Pérsico, das quais seis foram atingidas na noite passada.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!
Os navios alvejados em águas iraquianas foram o Safesea Vishnu, com bandeira das Ilhas Marshall; e o Zefyros, com bandeira de Malta. Segundo funcionários portuários, as embarcações haviam carregado combustível.
Leia também
A Organização Estatal Iraquiana para a Comercialização de Petróleo (Somo) informou que o Safesea Vishnu foi fretado por uma empresa iraquiana contratada pela Somo e que o Zefyros estava carregado com condensado da Basra Gas Company. Os dois navios foram atacados na área de carregamento, dentro das águas territoriais iraquianas, afirmou a Somo.
A Greek-owned oil tanker, Zefyros, was one of two vessels attacked tonight near Basra Port.
Iraqi officials say the attacks came from small boats packed with explosives linked to Iran, according to early reports. pic.twitter.com/z4lox03SDd
— Niko Efstathiou (@NikoEfst) March 12, 2026
Conflito sobre o petróleo
O transporte marítimo no Golfo Pérsico e ao longo do estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do petróleo mundial, praticamente parou desde que EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro. Com isso, os preços globais do petróleo dispararam, chegando a mais de US$ 100 o barril.
Ainda na quarta-feira, Teerã alertou que o mundo deveria se preparar para o petróleo a US$ 200 o barril, desafiando a afirmação do presidente Donald Trump de que os EUA já haviam vencido a guerra. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que, se os ataques ao país continuassem, não permitiria que “um litro de petróleo” fosse enviado do Oriente Médio para EUA, Israel ou seus parceiros.
Trump afirmou que Washington atacaria o Irã com mais força caso o país bloqueasse as exportações de petróleo. Segundo o presidente dos EUA, as companhias petrolíferas deveriam usar o estreito porque “praticamente toda a marinha (do Irã) foi dizimada”.


