De acordo com a TV estatal iraniana, o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e vice-diretor de relações públicas, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel, na madrugada desta sexta-feira (20/3).
Segundo a agência de notícias Tasnim, Naini, que atuava como porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica desde 2024, “foi martirizado”. No momento do ataque, ele estava acompanhado de seu vice-diretor de relações públicas, que também morreu.
A morte do porta-voz ocorreu logo após ele ter emitido um alerta contestando as reivindicações navais dos Estados Unidos no Oriente Médio. Israel ainda não se pronunciou sobre o ataque.
Desafio a fala de Trump
Ainda de acordo com a mídia local do Irã, Naini teria desafiado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a afirmação de que a Marinha iraniana havia sido destruída.
“Trump não disse que a Marinha do Irã foi destruída? Se disse, que envie seus navios para o Golfo Pérsico, se tiver coragem”, disse Naini, segundo a agência de notícias Tasnim.
Um dia antes de sua morte, Naini também refutou uma alegação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O líder de Israel teria dito que a produção de mísseis do Irã havia se tornado inoperante.
Ele também insistiu que o Irã continuava produzindo mísseis, apesar dos ataques em curso. “Nossa indústria de mísseis merece nota máxima? e não há motivo para preocupação a esse respeito, pois, mesmo em condições de guerra, continuamos a produção de mísseis”, disse o porta-voz.
Quem era o porta-voz
Ali Mohammad Naini nasceu em 1957, em Kashan, no Irã. Ele era general de brigada da Guarda Revolucionária iraniana e atuava como porta-voz oficial da organização desde 2024, sob o comando de Hossein Salami.
Além de sua posição militar, Naini foi professor de ciências sociais e membro do corpo docente da Universidade Imam Hossein. O Reino Unido impôs sanções a ele após os ataques com mísseis iranianos contra Israel, em outubro de 2024.



