Atores globais vão representar Lula e sua mãe em desfile na Sapucaí


O ator e humorista Paulo Vieira, 32, vai representar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente na noite deste domingo, 15. Já atriz Dira Paes, 56, irá desfilar como Dona Lindu, a mãe do petista. A presença de Vieira, criador da série “Pablo & Luisão” e…

O ator e humorista Paulo Vieira, 32, vai representar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente na noite deste domingo, 15. Já atriz Dira Paes, 56, irá desfilar como Dona Lindu, a mãe do petista.

A presença de Vieira, criador da série “Pablo & Luisão” e apresentador do programa “Avisa lá que eu vou”, ambos produzidos pela Rede Globo, foi confirmada neste domingo pela escola de samba. O humorista também participou do destile da Império Serrano na noite de sábado, 14.

Dira Paes, no ar com a novela das nove da grade global, “Três Graças“, e integrante do elenco de “Pablo & Luisão”, irá à avenida como Eurídice Ferreira de Mello. A mãe de Lula morreu em 1980, enquanto o filho, na época líder sindical, estava preso no Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) pela ditadura militar.

Paes pediu votos para Lula em atos de campanha em 2022 e tomou posse em agosto de 2025 no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o “Conselhão” do governo federal.

A Acadêmicos de Niterói abre a primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, neste domingo, às 21h45, com transmissão da TV Globo e do Globoplay.

As polêmicas do desfile sobre Lula

O samba-enredo da escola, “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, foi criticado pela oposição e gerou questionamentos na Justiça Eleitoral pela homenagem ao presidente, que é candidato a um novo mandato, a oito meses da eleição.

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, deve subir no carro alegórico “Amigos de Lula“, o último a passar pela avenida. O chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo, Sidônio Palmeira, orientou ministros e integrantes da gestão a não participarem do desfile.

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) e a Embratur, pedindo apuração sobre possível promoção institucional do governo em evento de grande visibilidade. Inicialmente, o TCU chegou a recomendar que o repasse de R$ 1 milhão de verbas federais à escola fosse suspenso, mas o tribunal recuou e a verba foi mantida.

Já o Partido Novo e o Missão representaram no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para pedir a suspensão do desfile por suposta propaganda eleitoral antecipada. A corte entendeu que não é possível presumir irregularidade antes da realização do desfile, já que o conteúdo final ainda não ocorreu, mas haverá uma análise posterior para eventual responsabilização.

Segundo o doutor em direito constitucional pela USP e professor da FSA Antonio Carlos de Freitas Jr, a mera produção de um enredo sobre um candidato não configura campanha antecipada.

Para comprovar uma possível campanha antecipada é preciso que a apresentação inclua pedido de voto. “Se começarem a gritar na avenida ‘vote em Lula, vote em Lula’, ou se o presidente subir no carro alegórico e gritar ‘vote em mim’, aí sim será campanha antecipada”, disse à IstoÉ.





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