O crescimento no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) expõe um desafio cada vez mais presente na rotina de famílias e profissionais: a falta de informação qualificada e de preparo para lidar com o neurodesenvolvimento em todas as fases da vida.
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É nesse cenário que Maceió recebe, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, o 2º Congresso Internacional Neuroimersão. O encontro reúne especialistas de diferentes áreas para discutir avanços no diagnóstico, intervenções terapêuticas e inclusão de pessoas no espectro autista.
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O evento será realizado no Hotel Ritz Lagoa da Anta e é voltado a profissionais da saúde, educadores, além de pais e cuidadores que buscam orientação prática e atualização científica.
A programação foi estruturada para abordar diferentes dimensões do neurodesenvolvimento. Nos minicursos, o público terá acesso a conteúdos como a importância do brincar no desenvolvimento e o planejamento de estratégias de ensino com objetivos claros e aplicáveis no dia a dia.
Também serão apresentadas técnicas para desenvolver funções executivas, habilidades essenciais como atenção, memória, organização, controle de impulsos e capacidade de planejamento, diretamente ligadas à autonomia e à aprendizagem.
Os minicursos incluem ainda intervenções que respeitam as características do indivíduo autista, inclusive em situações de comportamentos autoagressivos, além de estratégias para o desenvolvimento de habilidades sociais em adolescentes.
Outro destaque é o uso da comunicação alternativa, recurso importante para pessoas com dificuldades de fala, com aplicação em atividades em grupo. A programação contempla também o ensino estruturado, que organiza rotinas e ambientes para facilitar a aprendizagem, e modelos de intervenção baseados na Análise do Comportamento Aplicada, a ABA, utilizados em diferentes fases da vida.
Entre as palestras, estão temas como desenvolvimento motor no autismo e seus impactos na linguagem e no comportamento, psicodiagnóstico, inclusão sob uma perspectiva neuroafirmativa e estratégias éticas de atendimento.
O congresso amplia o debate para temas ainda pouco discutidos, como autismo na vida adulta, diagnóstico tardio, sexualidade no TEA feminino e os desafios da adolescência no espectro.
Situações do cotidiano também entram na pauta, como manejo de comportamentos em casa, estratégias para crises agressivas e intervenções terapêuticas em áreas como fisioterapia e desenvolvimento cognitivo, tanto no TEA quanto no TDAH.
A programação inclui ainda rodas de conversa sobre autismo adulto e parentalidade atípica, além de uma apresentação artística.
Outro eixo importante será a inclusão escolar, com foco nas exigências legais e nos desafios enfrentados por famílias e educadores na garantia de direitos.
Com a participação de especialistas nacionais e internacionais, o Neuroimersão propõe integrar ciência, prática clínica e experiências reais em um tema que ganha visibilidade, mas ainda carece de informação acessível e políticas efetivas.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela internet: https://doity.com.br/2-congresso-internacional-neuroimersao

