O Banco do Brasil (BB) informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não possui quaisquer estudos, concluídos ou em andamento, relacionados à eventual federalização do Banco de Brasília (BRB). O ofício foi enviado nesta quinta-feira (12/3) ao TCU.
“O Banco do Brasil S.A […] não possui – concluídos ou em andamento – quaisquer estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório (análise de aquisição, participação societária, operação de crédito, modelagem de solução ou absorção/federalização) relacionados à eventual ‘federalização’ do Banco de Brasília S.A. (BRB)”, detalhou a banco estatal.
O TCU abriu o processo para análise preventiva da viabilidade técnica, financeira e jurídica de eventual federalização do BRB.





No fim do mês passado, o ministro Bruno Dantas, relator da ação no tribunal de contas, cobrou posicionamentos também da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério da Fazenda. Até o momento, somente o BB se manifestou.
No despacho, Bruno Dantas citou que há risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal, o que justifica a realização de diligências para elucidação dos fatos e saneamento processual.
Entenda rumores sobre eventual federalização do BRB
O BRB tenta recompor a qualidade de seu patrimônio, após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, cujas irregularidades foram reveladas pela operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025. Assim, começaram a circular rumores de que instituições federais poderiam comprar o banco para resgatar suas operações.
A colunista Andreza Matais, do Metrópoles, mostrou que o governo Lula orientou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a só comprar ativos do BRB quando o governador Ibaneis Rocha (MDB) estiver politicamente inviabilizado.
A ordem é não fazer nenhum movimento que livre o governador de eventual responsabilização pela interferência política que levou o BRB a fechar negócios com o Banco Master, colocando a instituição pública em risco.


