Partindo de um crescimento de 1,5% em 2024, nas previsões anteriores, as novas projeções avançaram agora para expansão econômica entre 1,8% e 2%. A do Banco Central, por exemplo, subiu de 1,7% para 1,9%.
Se as novas projeções se confirmarem, o crescimento da economia, nos dois primeiros anos do terceiro mandato de Lula chegará perto de 5%, com média anual de 2,5%. É mais do que o crescimento médio anual, nos governos de Temer e de Bolsonaro, que ficou em 1,5%. Também supera a média anual de 2,3%, no primeiro governo Dilma (no seu breve segundo mandato, a média foi um recuo de 3,5%) e da média dos 20 anos, entre 2002 a 2020, que ficou em 2,2%.
A julgar pelas explicações oferecidas para justificar as revisões para números mais fortes, a tendência é de que ocorram novas correções para cima. No Boletim Focus, por enquanto, a mediana das projeções aponta alta de 1,85% em 2024, um ponto percentual acima da previsão de quatro semanas atrás. Para o Ministério da Fazenda, em sua mais recente projeção, divulgada agora em março, o PIB vai crescer 2,2% neste ano.
Há convergência nas justificativas para as novas — e mais otimistas — previsões. Em primeiro lugar, o mercado de trabalho aquecido e resistente, com ampliação na absorção de mão de obra e manutenção em alta dos rendimentos, deve impulsionar o consumo das famílias. Esse impulso seria reforçado por avanços nas concessões de crédito, diante de um quadro de condições financeiras menos restritivo.
Os números do mercado de trabalho, tanto no setor formal quanto no informal, nos primeiros dois meses de 2024, também divulgados nesta semana, corroboram as justificativas.
No Caged, que informa o total de admitidos e demitidos — e o respectivo saldo —, em dado período, no segmento com carteira assinada, o saldo subiu para a criação de mais de 300 mil vagas, em fevereiro, muito acima das previsões de novos 230 mil postos de trabalho. É um aumento forte, de 21% sobre o resultado de fevereiro de 2023, e o terceiro melhor para fevereiro da série histórica, só perdendo para o saldo de criação de vagas em 2021 e 2022, na época da saída da pandemia, no governo Bolsonaro.


