BARULHO
Nicky ficou agitado com os estampidos, teve contato com uma planta no jardim e sofreu intoxicação, segundo Carla Luiza Rozendo
Um cachorro da raça husky siberiano morreu após, segundo a tutora, ficar extremamente agitado com o barulho de fogos de artifício durante o jogo do Brasil na sexta-feira (20), no bairro Santa Lúcia, em Maceió. O animal, chamado Nicky, tinha três anos, teve contato com uma planta no jardim da casa e apresentou um quadro de intoxicação. A família levou o cão para atendimento veterinário, mas ele não resistiu.
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A tutora, a empreendedora Carla Luiza Rozendo, contou que Nicky nunca havia apresentado uma reação semelhante aos estampidos. Segundo ela, os barulhos foram muito fortes e deixaram o animal desorientado.
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“Na sexta, que foi o último jogo do Brasil, aqui onde eu moro, na Santa Lúcia, teve muito estouro de bomba, né? Estampidos de bomba. O Nick nunca tinha ficado do jeito que ele ficou na sexta-feira, até porque os estampidos das bombas foram muito fortes”, relatou.
Carla explicou que Nicky costumava ficar em uma área ampla da casa e que a agitação causada pelos fogos fez com que ele chegasse a um local onde normalmente não permanecia.
“Ele ficou muito aperreado, muito avoroçado. No avoroço dele, ele teve contato com uma planta que tem aqui no jardim de casa, que é abacaxi roxo, uma planta tóxica para cães”, afirmou.
Segundo a tutora, após o contato com a planta, o cachorro apresentou sintomas como vômitos e diarreia. Ela suspeita que a substância liberada pela planta tenha causado a intoxicação, mas afirma que não sabe se o animal chegou a ingerir o líquido.
Carla contou que o animal passou o sábado (21) debilitado e foi levado para uma clínica particular no domingo (22), após a família perceber que ele não apresentava melhora.
“Chegando lá, ele já estava com os membros rígidos, com a pupila dilatada, aparentemente com um quadro como se ele estivesse enlouquecendo. Pelo olhar dele”, relatou.
Segundo ela, Nicky permaneceu cerca de quatro horas na clínica, mas não resistiu.
“Depois a médica ligou dizendo que era para ir lá, para dizer que ele tinha falecido”, contou.
Alerta contra fogos com estampido
Após a morte do cachorro, Carla decidiu divulgar o caso como forma de conscientização sobre os impactos dos fogos com estampido em animais e pessoas sensíveis ao barulho.
Ela afirma que recebeu relatos de outras pessoas que também enfrentam dificuldades durante períodos de maior uso de fogos.
“Porque não é só um pet, é um ser humano também. Que sofre com tudo isso. Depois que eu postei, vi vários relatos no meu Instagram de tocar o coração”, disse.
Para a tutora, a fiscalização sobre a venda e o uso desses artefatos precisa ser reforçada.
“Se é proibido, tem que haver punição. E tem que ter a fiscalização dos órgãos que deve realmente ser feito esse trabalho. E as pessoas, se não tem essa fiscalização, as pessoas têm que se conscientizar”, afirmou.
Carla também chamou atenção para pessoas que podem sofrer com o barulho, além dos animais.
“Não é só o meu cachorro, mas crianças que são autistas, que sofrem com isso, que têm sensibilidade com esses barulhos. (…) Idosos, recém-nascidos, gestantes”, declarou.


