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CAIU NA ARMADILHA


CRB perde para a Ponte Preta.. (Foto: Divulgação/CRB)

Antes de enfrentar o CRB, esta era a sequência da Ponte Preta:

Vila Nova 6 x 0 Ponte

Ponte 0 x 2 Avaí

América-MG 2 x 0 Ponte

Ponte 0 x 2 São Bernardo

Sport 2 x 0 Ponte

Londrina 6 x 0 Ponte

Seis derrotas. Nenhum gol marcado. Vinte sofridos. Um placar agregado de 20 a 0.

A Ponte estava há 22 jogos sem vencer e não terminava uma partida sem sofrer gol desde 1º de junho. Foram 17 jogos consecutivos sendo vazada. Cento e onze dias depois, justamente diante de um CRB que brigava pelo G6, voltou a vencer e saiu de campo sem buscar a bola dentro da própria rede.

Antes de a bola rolar, existia um abismo entre os dois times. Só o futebol produz isso.

(Foto: Divulgação/CRB)

Na sexta-feira, deixei o alerta: “O maior adversário do CRB pode ser a sensação de que os três pontos já viajaram para Campinas”. Não viajaram.

O primeiro tempo mostrou um CRB confortável demais, jogando como se pudesse decidir a partida a qualquer momento. Só que o futebol não aceita pontos antecipados. Ele cobra a conta dentro de campo.

Gilson Kleina armou a Ponte no 1-4-5-1, em bloco baixo, com uma proposta simples e muito bem executada: proteger a zona central, resistir e esperar uma oportunidade.

Não eram cinco homens na última linha. Eram cinco no meio-campo, fechando o funil e protegendo a zona 14, espaço frontal à baliza. Rodrigo Souza foi absoluto no setor. Palacios controlou Dadá Belmonte, Mikael ficou cercado e os extremos do CRB perderam os duelos individuais.

Sem espaço por dentro, o Galo foi empurrado para os cruzamentos.

Brandão decidiu para Ponte Preta.q. Marlon Araújo

A Ponte esperava uma bola. E ela apareceu.

Juan, um dos melhores da partida, avançou e cruzou. Brandão marcou o gol de um time que não balançava a rede havia seis jogos. A partir daí, a missão foi defender. E a Ponte defendeu como se aquele resultado valesse uma temporada.

Os primeiros 20 minutos da etapa final provaram que o gramado ruim não explica tudo. O CRB aumentou o ritmo, pressionou e obrigou Vinícius a fazer grandes defesas. Houve volume, mas faltaram precisão, vitória nos duelos e qualidade no último gesto.

Fábio Matias tentou mudar o cenário. Tirou até Fábio Alemão para colocar Catatau e aumentar a presença ofensiva. Pouco adiantou. O CRB atacou muito, mas atacou como a Ponte queria.

Foi a vitória de quem atacou menos, mas executou melhor a própria estratégia.

A frustração é enorme. O sexto colocado perdeu, a porta do G6 estava aberta e o CRB desperdiçou a oportunidade diante do lanterna.

O presente inesperado ficou em Campinas. Para o Galo, restou a conta.

Que o tropeço não vire queda. Que sirva de trampolim para ligar definitivamente o alerta.

Domingo, contra o Cuiabá, no Rei Pelé, não existe mais espaço para conforto.

Quem realmente quer subir não pode escolher quando vai jogar com urgência.



Fonte: Gazetaweb