2º TURNO
Ideia seria recomendar à TV Globo modelo adotado nos Estados Unidos, onde o moderador é munido de informações e pode intervir em caso de imprecisão dos presidenciáveis
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende internamente que o último debate de presidenciáveis no Brasil conte com checagem de fatos em tempo real — em um modelo semelhante ao dos embates nos Estados Unidos — e cogita sugerir a possibilidade à TV Globo.
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No modelo usado nos EUA, os moderadores de debate são munidos de informações por um grupo de profissionais que checam a veracidade das falas dos presidenciáveis. E, em tempo real, o âncora intervém e indica à audiência se o candidato foi preciso ou não na sua alegação.
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Segundo um interlocutor de Lula, são estudados caminhos para um modelo de fact checking com “credibilidade”. Nas eleições de 2024 nos EUA, o republicano Donald Trump — quando alvo da checagem em tempo real — acusou emissoras de TV de beneficiar a democrata Kamala Harris.
Em outra possibilidade, adotada por exemplo no debate vice-presidencial entre JD Vance e Tim Walz, a emissora exibe um QR code na tela que direciona telespectadores para um site com apuração em tempo real.
Um dos impasses para a implementação do modelo é o fato de a campanha de Lula já ter assinado o documento que acorda as regras do debate da emissora carioca, que será realizado na próxima sexta-feira (23).
Aliados de Lula argumentam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) citou no debate da Band informações não confirmadas por órgãos oficiais, como suposto áudio em que Daniel Vorcaro fala em pagamentos “por fora” a pessoas associadas a Lula.

