A disputa pelo governo de Minas foi marcada por reviravoltas e indefinições devido, principalmente, às idas e vindas na candidatura de Cleitinho Azevedo. O governador eleito, no entanto, nunca deixou de liderar as pesquisas de intenção de voto, aparecendo sempre à frente dos adversários nas simulações de primeiro e de segundo turno.
Mesmo após ter seu nome apontado pelo Republicanos como pré-candidato ao governo de Minas, ainda em março deste ano, Cleitinho passou meses sem confirmar que se candidataria e adiou mais de uma vez a data em que faria uma eventual confirmação.
Ele não compareceu à convenção estadual do partido, em 25 de julho, quando era previsto que seu nome fosse confirmado, anunciou desistência da candidatura em agosto, mas depois voltou atrás, após longas disputas internas na sigla (leia mais abaixo).
O Republicanos, que chegou a cogitar apoio ao nome de Marcelo Aro (PP) para o governo de Minas, acabou confirmando o nome de Cleitinho.
Ao longo da campanha, Cleitinho Azevedo declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Ele já confirmou que apoiará o candidato no segundo turno.
No entanto, em diversas ocasiões, o governador eleito destacou que vai dialogar e negociar com quem que seja eleito presidente. Ele também vinha afirmando que vai governar para todos.
A disputa para governador de Minas foi marcada pela definição tardia também em outras chapas.
No campo da esquerda, o PT chegou a discutir os nomes de Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos (PT), antes de lançar Patrus Ananias como candidato. Pacheco não quis se candidatar a nenhum cargo, e Marília manteve se lançou para o Senado.
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