NOVO FORMATO
Evento alagoano antecipa mudanças no MMA, proíbe o “pisão no joelho” e adota novo modelo de pesagem para reduzir riscos
O Coliseu Extreme Fight, evento de MMA criado em Alagoas, vem promovendo mudanças conceituais em seus eventos com o objetivo de ampliar a segurança, o profissionalismo e o cuidado com atletas e equipes. Desde o retorno da organização, em novembro de 2025, algumas práticas consideradas de risco para os lutadores foram revistas ou proibidas.
Tudo em um só lugar.
Receba as principais notícias do Gazeta Esportes no WhatsApp e fique por dentro de tudo!
Uma delas é o chamado “pisão no joelho”, golpe conhecido tecnicamente como chute oblíquo direcionado à articulação. Nesta semana, a possibilidade de a Comissão Atlética do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, transformar esse movimento em golpe ilegal voltou a movimentar o debate no cenário do MMA, inclusive com a atenção do UFC.
Leia também
No Coliseu Extreme Fight, entretanto, a prática já não faz parte das regras desde o retorno do evento, em novembro de 2025, em Arapiraca. A decisão foi tomada previamente pela organização como uma medida de prevenção e de preservação da integridade física dos atletas.
Outra mudança adotada pelo Coliseu envolve um dos temas mais discutidos no MMA profissional: o corte extremo de peso. A organização deixou de utilizar a tradicional pesagem na véspera das lutas, modelo que pode levar atletas a processos severos de desidratação para atingir o limite de suas categorias.
Com o novo formato, o peso dos lutadores passa a ser acompanhado pela organização desde o acordo para cada combate, em conjunto com os respectivos atletas e suas equipes. O competidor precisa chegar dentro do limite estabelecido para a categoria no momento determinado pelo evento. O cumprimento da regra também está diretamente relacionado à realização do combate e ao pagamento da bolsa.
A proposta é reduzir os riscos associados à perda rápida de peso e permitir que os lutadores cheguem aos combates em melhores condições físicas, fortalecendo também o caráter profissional da competição.
Idealizador do Coliseu Extreme Fight, Mário Lobo afirma que a preocupação com atletas, treinadores e equipes faz parte da concepção do evento desde sua criação.
“Desde o início, o nosso objetivo sempre foi valorizar o atleta, fortalecer as equipes e os treinadores e, principalmente, cuidar de quem faz o evento acontecer. O MMA é um esporte de alto rendimento e precisa evoluir também na forma como cuidamos dos nossos lutadores. Se existe uma prática que pode colocar a integridade do atleta em risco, precisamos ter coragem para rever, mudar e buscar alternativas mais seguras. O Coliseu quer ser uma plataforma de crescimento para o esporte, mas com responsabilidade e respeito por todos os envolvidos”, destacou Mário Lobo.
As medidas fazem parte de uma proposta de evolução do Coliseu Extreme Fight, que busca estabelecer novos padrões de organização e segurança sem deixar de lado a competitividade e o espetáculo.

