Ozivy, novo medicamento à base de semaglutida da EMS — Foto: Divulgação/EMS
O primeiro concorrente nacional do Ozempic pode chegar às farmácias com preços até 60% mais baratos que o remédio original. A estimativa é baseada na tendência de outros genéricos e similares no mercado brasileiro — e a expectativa aumentou após a Anvisa aprovar, nesta terça-feira, o Ozivy, da farmacêutica EMS, primeira caneta nacional à base…
O primeiro concorrente nacional do Ozempic pode chegar às farmácias com preços até 60% mais baratos que o remédio original. A estimativa é baseada na tendência de outros genéricos e similares no mercado brasileiro — e a expectativa aumentou após a Anvisa aprovar, nesta terça-feira, o Ozivy, da farmacêutica EMS, primeira caneta nacional à base de semaglutida.
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A legislação brasileira define que um genérico deve ser ao menos 35% mais barato que o medicamento de referência. Na prática, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), os genéricos costumam ter preço 60% mais baixo. Um estudo da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Santa Catarina confirmou essa diferença e apontou que similares também costumam custar 15% menos que o remédio de referência.
O vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, garantiu em coletiva que os valores serão menores que os praticados hoje, com redução de cerca de 30%.
— O produto vai ser bem mais acessível. Estamos muito com um olhar de atender a uma demanda reprimida que existe — disse, citando a expansão do mercado clandestino e da manipulação indevida.
— A expectativa maior que temos agora é a precificação. Que esse movimento de ampliação da concorrência se consolide como maior acesso à medicação com redução dos custos — avalia Paulo Miranda, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).
Quando o Ozivy chega às farmácias?
O Ozivy é indicado para adultos com diabetes tipo 2 e é um injetável semanal. Tecnicamente, não é considerado um genérico pela regulação brasileira, por se tratar de uma versão sintética de um medicamento originalmente biológico. Antes de chegar às farmácias, ainda precisa passar pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que define o preço máximo a ser praticado. A previsão é que chegue às farmácias em até 30 dias.
A aprovação não significa oferta imediata no SUS. Em 2025, a Conitec deu parecer desfavorável à incorporação do medicamento, considerando impacto orçamentário de mais de R$ 8 bilhões. O Ministério da Saúde anunciou, porém, um projeto piloto com a Novo Nordisk para avaliar o uso da semaglutida em serviços como o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), no Rio de Janeiro.
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