Search

Corregedoria da PM vai apurar conduta de policiais em ocorrência com porteiro na Ponta Verde


Trabalhador foi levado à Central de Flagrantes durante panelaço em Maceió e liberado após registro de Termo Circunstanciado de Ocorrência

A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Alagoas vai apurar a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência que terminou com a condução de um porteiro à Central de Flagrantes, na noite dessa sexta-feira (16), no bairro da Ponta Verde, em Maceió. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) e pela Polícia Militar (PMAL) neste sábado (17).

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >

Segundo a nota das instituições, a guarnição foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender a uma ocorrência de perturbação do sossego. O homem foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após os procedimentos, ele foi liberado.

Leia também

O caso ocorreu durante um panelaço realizado na área de um condomínio enquanto o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) era entrevistado no Jornal Nacional. Conforme relatos de moradores, o porteiro participava da manifestação quando foi levado à delegacia. A panela utilizada no ato foi apreendida.

Na ocasião, moradores acompanharam o trabalhador até a unidade policial em solidariedade. O advogado Welton Roberto, que acompanhou o caso, questionou a condução do porteiro e o enquadramento da ocorrência.

Shorts Youtube

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) também vai apurar o caso. Neste sábado (17), a promotora de Justiça Karla Padilha, da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, informou que tomou conhecimento do episódio por meio da imprensa e que as providências serão iniciadas na segunda-feira (19).

Segundo a promotora, o MPAL vai procurar a Corregedoria da Polícia Militar para verificar o que aconteceu. A Central de Flagrantes também será acionada para esclarecer como ocorreu a atuação policial e identificar qual crime ou contravenção foi registrado formalmente.

“Também, a Central de Flagrantes será acionada para que se identifique como se deu essa atuação, que tipo de crime ou contravenção consta, formalmente, por parte do registro da Polícia Militar e, a partir daí, serão adotadas eventuais medidas que forem julgadas pertinentes”, afirmou Karla Padilha.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), por meio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, também solicitou a apuração dos fatos à Delegacia Geral da Polícia Civil e à Promotoria responsável pelo controle externo da atividade policial do MPAL.

Em nota, a comissão pediu atenção à legalidade da abordagem e da condução do trabalhador, além da atuação dos policiais envolvidos, e afirmou que acompanhará o caso até que os fatos sejam esclarecidos.



Fonte: Gazetaweb