O empate do CRB contra o Novorizontino deixa uma sensação já conhecida. O time discutiu o jogo, se manteve equilibrado por boa parte da partida e mostrou que tem um padrão claro de construção. O problema é que o filme se repete, a equipe consegue chegar, consegue competir, mas ainda termina pouco para o volume que produz.
No primeiro tempo, o CRB fez um jogo equilibrado contra um adversário que também vive momento de oscilação. Mesmo com sinais evidentes de desgaste em alguns atletas, o time não se apequenou. Jogou de frente, sustentou sua ideia e mostrou organização para enfrentar um adversário forte. Faltou, de novo, mais peso no momento de concluir as jogadas.
Danielzinho também apareceu visivelmente numa rotação mais baixa do que aquela a que o torcedor se acostumou. É um jogador que, quando acelera o jogo e pensa para frente, muda o patamar ofensivo da equipe. Desta vez, esteve abaixo do seu ritmo mais alto, e isso naturalmente pesou na fluidez do time.
Na volta do intervalo, Enderson Moreira mexeu e potencializou o jogo de Rômulo. O Novorizontino cresceu e voltou a explorar um setor que já gerava preocupação. Mais uma bola aérea nas costas de Hereda, e a lei do ex apareceu com Carlão testando para fazer o gol. Antes disso, porém, o CRB já havia mostrado que estava vivo na partida. Dadá invadiu, bateu cruzado e exigiu boa defesa do goleiro. Ali já estava o retrato do jogo, a equipe chegava, mas seguia devendo a tão falada eficiência ofensiva.
No fim, Hereda se redimiu. Fez uma assistência perfeita, buscando atacar as costas da defesa paulista, e Dadá marcou um belo gol para fazer justiça ao equilíbrio da partida. Foi um empate construído na insistência e coerente com o que o jogo apresentou.
Entre os pontos positivos, vale destacar a atuação da dupla de zaga. Bressan e Alemão fizeram uma partida bastante segura. Ganharam duelos, passaram firmeza e sustentaram bem a equipe num confronto que exigia concentração o tempo inteiro.
No apito final, outro alerta importante. Atletas acusaram desgaste, Chrystopher sentiu, Baggio apresentou fadiga, e isso coloca foco total no retorno do departamento de saúde para a definição da escalação contra o ASA. Mais do que vontade, agora entra em campo a necessidade de resposta física.
No resumo, o CRB segue mostrando organização, competitividade e poder de reação. Mas, na Série B, isso sozinho não basta. Falta mais eficiência para transformar o que o time produz em resultado.

