Criança autista agredida em clínica tem trauma confirmado, e terapeuta é afastada por um ano | Foto: Reprodução
Uma criança autista de sete anos, atendida em uma clínica no bairro da Ponta Verde, em Maceió, sofreu agressões durante uma sessão terapêutica no fim do ano passado. O caso veio à tona após relatos do próprio menino e foi confirmado por imagens de videomonitoramento. Agora, cerca de quatro meses depois, a profissional envolvida foi…
Uma criança autista de sete anos, atendida em uma clínica no bairro da Ponta Verde, em Maceió, sofreu agressões durante uma sessão terapêutica no fim do ano passado. O caso veio à tona após relatos do próprio menino e foi confirmado por imagens de videomonitoramento. Agora, cerca de quatro meses depois, a profissional envolvida foi proibida de atender por 12 meses, após decisão do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.
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Segundo a decisão, ficaram comprovadas falhas graves no cuidado com a criança, incluindo agressões físicas e a quebra do dever de proteção. As imagens mostram o momento em que o menino tenta se afastar, enquanto a terapeuta puxa seus cabelos repetidas vezes. Durante a sessão, ele chega a gritar por ajuda.
A denúncia começou dentro de casa. Ao ser questionado pela mãe sobre o atendimento, por volta do início da noite, o menino relatou que havia sido machucado. Desconfiada, ela buscou as imagens da clínica e se deparou com a cena. “Ele chorava e pedia socorro enquanto era puxado”, contou.
Depois disso, os efeitos apareceram rapidamente. A criança passou a ter pesadelos frequentes, medo constante e voltou a apresentar comportamentos já superados, como fazer xixi na roupa. Além disso, perdeu o interesse pelas atividades escolares e recusava retornar à clínica.
Os impactos também surgiram de forma simbólica. Em sessões com psicóloga, o menino passou a associar sentimentos como “medo” e “tristeza” diretamente à profissional. Seus desenhos, antes coloridos e organizados, deram lugar a traços fortes e desordenados — um possível reflexo do sofrimento emocional.
Diante das consequências, foi necessário reorganizar todo o acompanhamento terapêutico para recuperar a confiança da criança. Ainda assim, a evolução tem sido lenta e exige atenção contínua.
Enquanto isso, o caso segue na Justiça, onde a profissional responde por danos morais e materiais. Em paralelo, ela também move uma ação contra a mãe da criança, alegando difamação. Os processos tramitam sob sigilo.
NOVO ALERTA
O episódio não é isolado. Recentemente, outra denúncia envolvendo uma criança autista acendeu um novo sinal de alerta em Maceió. Desta vez, uma menina de seis anos pode ter sido vítima de abuso durante atendimento em uma clínica no bairro Gruta de Lourdes.
A suspeita surgiu após mudanças de comportamento e sinais físicos. Segundo a família, a criança indicou, por gestos, que foi tocada nas partes íntimas. O caso está em investigação, e o resultado do exame pericial deve sair nas próximas semanas.
Diante dos dois episódios, cresce a preocupação com a segurança de crianças em ambientes terapêuticos — espaços que deveriam, acima de tudo, ser de cuidado e proteção.
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