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Cuba avança em reforma econômica diante da pressão dos EUA


O governo cubano avançou em um pacote de reformas, que deve mexer com a economia do país e abrir brechas para investimentos privados. A mudança na ilha caribenha foi anunciada nesta quinta-feira (18/6) pelo Partido Comunista de Cuba.

Intitulado Programa Econômico e Social do Governo 2026, a proposta de mudança foi apresentada em 12 de junho pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. Ela é dividida em 10 objetivos principais:

  • Proporcionar um ambiente macroeconômico que favoreça a atividade produtiva e o aumento das receitas externas.
  • Aumentar e diversificar as receitas externas do país.
  • Aumentar a produção nacional, com ênfase em alimentos.
  • Transformar, modernizar e desenvolver o sistema empresarial cubano, fortalecendo o papel de empresas estatais socialistas.
  • Avançar na modernização da gestão estratégica para o desenvolvimento territorial.
  • Aperfeiçoar a gestão do Governo, da Defesa e da Segurança Nacional.
  • Consolidar e desenvolver políticas sociais que garantam a proteção de indivíduos em vulnerabilidade.
  • Construir diretrizes para reduzir a criminalidade, a corrupção, as atividades ilegais e a indisciplina social.
  • Recuperar o sistema eletro-energético nacional.
  • Gerir a ciência e a inovação, os recursos naturais, a comunicação social e a transformação digital para promover o desenvolvimento sustentável

Em um comunicado, o Partido Comunista de Cuba afirmou que Raúl Castro, a última grande figura do castrismo ainda viva, “está plenamente de acordo com as propostas de transformações”. Apesar de não ocupar mais nenhum cargo público de maneira oficial, o general de 95 anos ainda exerce forte influência na política nacional.  

O partido frisou que as mudanças não significam um “desvio” da Revolução Cubana, mas sim uma forma de “enfrentar o complexo cenário econômico agravado pelo recrudescimento da guerra econômica” imposta pelos Estados Unidos. 

No momento, as propostas de reformas econômicas e sociais estão sendo discutidas em sessão extraordinária na Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP) — onde não deve enfrentar grandes objeções.

A mudança na ilha caribenha surge em meio às ameaças vindas dos Estados Unidos, governado por Donald Trump. 

Desde que assumiu o segundo mandato, o presidente republicano passou a pressionar o governo comunista de Cuba.

Além de novas sanções econômicas, Trump bloqueou o envio de petróleo da Venezuela — agora controlada por uma líder aliada de Washington — para Cuba, aumentando ainda mais a crise energética no país.

Os EUA também aumentaram a retórica militar contra a ilha caribenha, e indiciou o ex-presidente Raúl Castro por crimes que teriam acontecido na década de 1990. 



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