O deputado federeal Danilo Forte (CE) se filiará ao PSDB nesta terça-feira (31/3), após romper com o União Brasil e anunciar candidaduta independente ao Tribunal de Contas da União (TCU).
O rompimento se deu depois de o partido não apoiar o nome do deputado na disputa, estratégia chamada de “enrolação” por Forte, que assinou o pedido de desfiliação partidária em uma coletiva de imprensa na Câmara.
Como mostrou o Metrópoles, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que ainda não decidiu uma data para a eleição do TCU.
A gestão do deputado paraibano acumula mais de quatro pretendentes à cadeira deixada pelo ministro Aroldo Cedraz.
O impasse tornou-se um obstáculo para Motta. Em 2025, para viabilizar sua eleição à presidência da Casa, ele costurou um acordo que previa apoio ao candidato do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Odair Cunha (PT-MG), ao TCU, em troca do respaldo da bancada.
O acordo foi desagradando os integrantes da base de Motta ao longo do primeiro ano da gestão. Os aliados alegam não terem sido consultados sobre o acordo para apoiar o nome do PT.
Escolha por deputados
A Constituição prevê que parte dos ministros do TCU seja indicada pelo Congresso Nacional, o que leva deputados federais a participarem diretamente da escolha.
Na prática, cabe à Câmara definir nomes que atendam aos critérios legais, como notório saber técnico e reputação ilibada, e encaminhá-los para aprovação do Senado.
O modelo busca assegurar equilíbrio entre os Poderes e dar ao Legislativo influência na composição do órgão responsável por fiscalizar as contas do governo federal.



