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Defesa de Virginia se manifesta após ação do MP contra influenciadora


Depois de Virginia Fonseca virar alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que aponta supostas práticas abusivas na divulgação de uma plataforma de apostas. Por isso, a equipe da influenciadora se pronunciou sobre o assunto.

Em nota enviada a este colunista do Metrópoles, a defesa de Virginia afirmou que tomou conhecimento da ação por meio da imprensa e disse que responderá às alegações de forma técnica nos autos do processo.

Os advogados também argumentam que a própria petição inicial reconhece que ainda há diligências pendentes, como a requisição de contratos e de outras informações consideradas essenciais para esclarecer os fatos.

Segundo a defesa, esses documentos são importantes para definir “a natureza do vínculo, a forma de remuneração e os limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca”.

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Os representantes da influenciadora afirmam, ainda, que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão dessas apurações antes de ajuizar a ação.

Por fim, a equipe refutou as acusações apresentadas pelo Ministério Público, negando qualquer atuação em conluio com a empresa ou intenção de prejudicar consumidores.

A defesa sustenta que uma eventual responsabilização civil deve ser baseada em provas concretas, e não em “presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora”, e diz confiar que demonstrará a improcedência dos pedidos ao longo do processo.

Entenda a ação

A ação civil pública foi apresentada pelo MPDFT na quarta-feira (8/7) contra Virginia Fonseca e a Blaze. Segundo o órgão, há indícios de práticas abusivas na plataforma de apostas, como retenção sistemática de valores, bloqueio de contas de usuários e imposição de metas de apostas aparentemente inatingíveis.

O Ministério Público também cita o recebimento de denúncias de consumidores e um relatório técnico que reúne mais de 42 mil reclamações contra a empresa. Na ação, o órgão pede o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 120 milhões.

A Blaze também informou que ainda não foi formalmente intimada e afirmou permanecer comprometida com a transparência e o cumprimento da legislação brasileira. A ação ainda será analisada pela Justiça.



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