As tratativas para a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro têm sido marcadas por desconfiança entre os atores envolvidos e por uma disputa velada entre a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nos bastidores, PF e PGR travam uma guerra silenciosa para ver qual delas vai conduzir a delação. Vorcaro assinou um acordo de confidencialidade com as duas instituições, mas só uma delas deve controlar o processo.


Vorcaro já havia sido preso em novembro
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Ministro André Mendonça é o relator do inquérito do Caso Master no STF
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O PGR Paulo Gonet ofereceu denúncia contra Silas Malafaia
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Delegado da PF Luiz Eduardo Navajas Telles Pereira foi nomeado como adido policial federal em Washington
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PF mirou o grupo
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No gabinete do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, há uma preferência para que a delação seja conduzida pela PF. O gabinete do magistrado tem mantido uma boa relação com os delegados do caso.
Além da conexão, pesa ainda uma desconfiança de integrantes da PF e do Supremo em relação à PGR, em razão da proximidade do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com ministros do STF citados no escândalo do Master.
O temor é de que essa proximidade leve a PGR a aliviar a delação para alguns personagens. Em janeiro, a instituição rejeitou uma proposta de colaboração do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.
O empresário prometia revelar tudo o que sabia sobre o esquema de fraudes na cadeia dos combustíveis, o que poderia atingir caciques graúdos do Centrão e até ministros do Supremo que mantinham relação com ele.


Vorcaro é transferido para Superintendência da PF em Brasília
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A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e já integra as tratativas em torno de um possível acordo de colaboração premiada
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Daniel Vorcaro é transferido para a PF em Brasília e negocia delação premiada
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Daniel Vorcaro é retirado do helicóptero na Superintendência da PF no Distrito Federal
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Na quinta-feira (19/3), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF. A transferência fez parte da negociação com André Mendonça para a delação premiada.
O ministro do STF já avisou a integrantes da defesa do dono do Banco Master que só topa uma delação completa, sem proteção a quem quer que sejam os envolvidos. Mesmo que atinja seus colegas de Corte.



