Momentos antes de se reunir com o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, nesta segunda- feira (2/3), o deputado Chico Vigilante (PT) disse à imprensa que o governo federal não pretende federalizar o BRB. “Isso é mentira”, declarou o parlamentar petista.
“O governo federal quer distância, não quer nem chegar perto desse assunto”, afirmou Chico Vigilante a jornalistas.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reúne-se, nesta manhã, com os distritais para detalhar a situação patrimonial do banco e discutir o projeto que prevê a capitalização do BRB para cobrir os prejuízos com o Master. O encontro acontece na sala privada do Plenário da Casa.


Reunião para trata de pautas institucionais e temas relacionados à atuação da instituição financeira no Distrito Federal.
HUGO BARRETO / METRÓPOLES
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Presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza.
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Nelson Antônio de Souza.
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Presidente do BRB em reunião na CLDF.
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Nelson Antônio de Souza.
O Metropoles apurou que, além dos distritais, consultores e assessores legislativos, o secretário de economia do DF, Daniel Izaias de Carvalho, e uma comitiva do próprio banco acompanham a reunião.
O deputado Pastor Daniel de Castro (PP), que compõem a base do governo do DF, disse que “este é um momento de muita seriedade, responsabilidade”, e defendeu a sessão aberta. O encontro, porém, acabou ocorrendo a portas fechadas.
Segundo o deputado Max Maciel (PSol), da oposição, os parlamentares querem salvar o BRB não apenas pelos servidores que trabalham no local, mas também pela importância que o banco tem para o DF. Porém, segundo o distrital, todas as dúvidas precisam ser esclarecidas e os culpados pela atual situação da sociedade de economia mista, identificados e punidos.
“Não vai bastar só a gente injetar recursos para que o banco volte a ter uma vida saudável. Nós queremos a responsabilização de cada agente, de cada ator, dentro do banco ou fora dele que seja responsável por essa situação. A gente precisa responsabilizar essas pessoas, acho que é o mínimo que o povo do Distrito Federal precisa e merece”, defendeu.
Após a reunião com o presidente do BRB, os deputados distritais devem se reunir no Colégio de Líderes para definir quando a proposta será votada.
Capitalização
Na última terça-feira (24/2), o GDF enviou à CLDF uma alteração no texto original que autoriza empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras no valor de até R$ 6,6 bilhões para o Banco de Brasília.
A medida é tida pelo Executivo local como a solução para a crise desencadeada pelos prejuízos nos negócios com o Banco Master.
O texto atualiza o primeiro projeto de lei, encaminhado na sexta-feira (20/2). Uma das novidades é exatamente a inclusão do limite do valor do empréstimo que o governo, como acionista controlador, pode pegar para destinar ao BRB.
A proposta também permite aportes patrimoniais do GDF ao BRB e alienação de bens públicos com posterior destinação do produto da venda ao reforço patrimonial do BRB. São listados nove imóveis públicos, em vez dos 12 inicialmente previstos.
Imóveis que permanecem (estavam na lista anterior e constam no novo anexo):
- SIA – Trecho Serviço Público – Lote G (propriedade do DF);
- SIA – Trecho Serviço Público – Lote I (propriedade do DF);
- SIA/SUL – Área de Serviços Públicos – Lote B (Sede da Novacap);
- Taguatinga – Qd 3, Conj A, Lote 1 (Centrad); e
- SAI/N (antigo lote da PM) — equivalente ao SAIN.
Imóveis que saíram (estavam na lista anterior e não constam no novo anexo):
- Parque do Guará – Área 29 e Área 30;
- SIA – Quadra 04 – Lotes 1710, 1720, 1730, 1740, 1750 e 1760;
- SIA – Quadra 04 – Lotes 1690 e 1700;
- SMAS – Trecho 3 – Lote 8;
- SAIN – DEST CEB (Área Institucional Noroeste);
- SHIS QL 9 – Lote B (Lago Sul); e
- Áreas Isoladas Santa Bárbara (Lote 2) e Papuda (Lotes 1 e 2) – Tororó
Imóveis novos incluídos (não constavam na lista anterior e aparecem no novo anexo):
- SIA – Trecho Serviço Público – Lote F (Caesb);
- SIA – Trecho Serviço Público – Lote H (DF);
- SIA – Trecho Serviço Público – Lote C (CEB); e
- Gleba “A” – (com 716 hectares) – Terracap.



