Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), o Centro Universitário Cesmac realizou, nessa sexta-feira (6), no Auditório João Sampaio, no Campus I, a mesa-redonda “Trabalho Invisível das Mulheres: cuidado nas relações familiares – desafios, reconhecimento e transformação social”.
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O encontro reuniu colaboradoras, estudantes e convidadas para um diálogo sobre o cuidado exercido pelas mulheres, muitas vezes naturalizado, invisibilizado e pouco reconhecido nas dinâmicas familiares e sociais.
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O evento foi uma realização do Cesmac, por meio do Centro de Inovação Pedagógica e Formação, coordenado pela professora Fabiana Suruagy, e teve como proposta promover um espaço de reflexão sobre trajetórias femininas, desafios e conquistas que marcam a presença das mulheres na sociedade contemporânea.
A mesa foi mediada por Karina Franco e contou com a participação das convidadas Anne Caroline Fidélis, Diana Moura, Laura Simões e Alessandra Pontes, que compartilharam experiências e perspectivas relacionadas ao cuidado, ao reconhecimento do trabalho feminino e às diferentes formas de atuação das mulheres em seus contextos familiares, profissionais e sociais.
Entre as histórias apresentadas, a trajetória de Laura Simões trouxe um significado especial ao encontro. Aos 23 anos, Laura é estudante de Publicidade e Propaganda, trabalha no Cesmac e também constrói sua presença como influenciadora digital, modelo e palestrante. Mulher com síndrome de Down, ela se tornou conhecida nacionalmente por ter sido a primeira pessoa com síndrome de Down a conquistar a habilitação para dirigir no Brasil, marco que simboliza autonomia, superação de barreiras e ampliação de oportunidades.
Durante a mesa-redonda, Laura compartilhou com o público aspectos de sua trajetória pessoal e profissional, marcada por conquistas construídas com determinação e pelo desejo de viver experiências comuns a qualquer jovem, como estudar, trabalhar, se comunicar e ocupar espaços com autenticidade.
Ao falar sobre sua caminhada, destacou a importância de acreditar no próprio potencial e de seguir em frente mesmo diante dos desafios. Para ela, participar do encontro foi uma oportunidade especial de dividir sua história e incentivar outras mulheres a também confiarem em suas capacidades.
“Não desista. Acredite em você. Você não precisa de ninguém para ser poderosa e resiliente”, afirmou.
A mesa-redonda reuniu relatos e reflexões que evidenciaram diferentes experiências femininas, destacando o cuidado como uma dimensão essencial da vida em sociedade, muitas vezes exercido de forma silenciosa e pouco reconhecida.
Ao trazer histórias reais de colaboradoras e convidadas, o encontro marcou as celebrações do Dia Internacional da Mulher na instituição e abriu espaço para um debate atual sobre o chamado trabalho invisível das mulheres, tema que permanece central nas discussões sobre igualdade, reconhecimento e valorização das múltiplas contribuições femininas na sociedade.



