O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), minimizou a viabilidade de uma terceira via nas eleições presidenciais de 2026. A avaliação do chefe dos Bandeirantes aconteceu durante agenda em Paulínia, no interior do estado, após questionamento sobre o evento do PSD que reuniu três possíveis candidatos ao planalto na noite de sexta-feira (7/3).
“Não tem [terceira via], esquece. Isso aí [evento do PSD com Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite] é para marcar posição. Não tem alternativa viável, o Brasil continua polarizado e a coisa está posta: é Lula e Flávio”, disse Tarcísio durante a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto no município.
No dia anterior, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, havia anunciado a pré-candidatura ao Planalto com críticas à polarização.
“O Brasil, porém, permanece dividido, fragmentado, excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução. Enquanto outras nações formulam estratégias para 20, 30, 50 anos, nós discutimos o dia seguinte. No lugar de debater nossos desafios, ficamos discutindo desafetos”, afirmou o gaúcho em manifesto publicado nas redes sociais.
O nome do PSD, no entanto, ainda não está definido. Embora interlocutores indiquem favoritismo de Leite como representante da legenda, o presidente do partido, Gilberto Kassab, também analisa os nomes dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Paraná, Ratinho Jr. Nessa sexta, Kassab afirmou que o escolhido deve ser anunciado até o dia 15 de abril.
Reeleição em SP e apoio a Flávio
Tarcísio de Freitas também voltou a manifestar preferência por disputar o governo de São Paulo e reforçou que apoiará o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Estou falando desde 2023 que a minha intenção é ficar em São Paulo e tocar um projeto de longo prazo. Isso não mudou, não vai mudar. Então sou o candidato aqui à reeleição e já disse quem eu vou apoiar: Flávio Bolsonaro. Nós estaremos juntos nessa campanha.”
Tarcísio justifica a decisão de não se lançar à presidência pelos projetos e obras importantes a serem entregues em São Paulo, em eventual segundo mandato. Também pesou para o governador o bem-estar da família, especialmente dos filhos, que estariam bem adaptados à vida no estado.
Conforme apurado pelo Metrópoles, o mandatário paulista já afirmou em conversas reservadas que não gostaria de abrir mão de uma reeleição quase garantida no maior colégio eleitoral do país para se arriscar em difícil disputa contra Lula. Na avaliação de Tarcísio, segundo interlocutores, o apoio da Faria Lima não é suficiente para vencer o pleito.
Ainda assim, a candidatura ao Planalto só foi realmente descartada depois que o ex-presidente Bolsonaro, padrinho político do governador, decidiu lançar o filho Flávio para disputar a Presidência da República contra Lula.



