A política de Alagoas voltou a girar em torno de uma pergunta que circula com insistência nos bastidores: e se for verdade que Arthur Lira conseguiu o controle do PL no estado?
Oficialmente, ninguém confirma. Nem JHC. Nem Arthur Lira.
Procurado pela imprensa, o ex-presidente da Câmara negou a informação. Segundo sua assessoria, não procede a versão de que ele teria assumido o comando da legenda.
“O que existe é o compromisso de votar e apoiar a candidatura de JHC para governador”, informou.
Ao mesmo tempo, nas redes sociais circularam imagens de uma reunião recente entre o prefeito de Maceió, a senadora Eudócia Caldas e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto — gesto interpretado como demonstração de que o partido continua sob influência do grupo de JHC.
Mesmo assim, o rumor só cresce.
Nos bastidores, interlocutores da política local sustentam que Lira teria garantido influência para definir os rumos do partido em Alagoas – inclusive podendo ser candidato pela legenda. O movimento faria sentido dentro de uma lógica já conhecida: hoje o deputado já exerce forte comando sobre outras legendas em Alagoas, como o PP e o União Brasil.
Se essa hipótese se confirmasse, restaria ao prefeito basicamente uma alternativa dentro do próprio PL: permanecer na legenda e disputar o governo do Estado – posição que interessa a Lira em qualquer hipótese.
Mas e se JHC decidisse mudar de partido? Nesse caso, teria para onde ir.
Existem opções disponíveis fora da órbita política de Arthur Lira são . Uma das mais citadas nos bastidores é o PSB, partido presidido nacionalmente pelo prefeito do Recife, João Campos, aliado pessoal de JHC.
O partido poderia oferecer abrigo político e estrutura para uma candidatura ao governo, Senado ou Câmara dos Deputados.
No campo da oposição ao grupo governista também aparecem outras siglas que, ao menos por enquanto, não estariam sob influência direta de Lira.
Entre elas, o Podemos, comandado em Alagoas pelo vice-prefeito Rodrigo Cunha — legenda onde alguns apostam que Alfredo Gaspar poderia disputar o Senado.
Também aparecem no radar o PSDB, ligado ao ex-governador Teotônio Vilela Filho, o Novo, além do Democracia Cristã (DC), partido presidido nacionalmente por João Caldas, pai de JHC.
Existe ainda o Republicanos, hoje sob o comando do deputado estadual Antônio Albuquerque.
Fora desse mapa, as alternativas são escassas na oposição. A menos que o prefeito decida dar uma guinada política mais ampla e buscar entendimento com o grupo governista liderado pelos Renans e por Paulo Dantas.
Nesse cenário, as portas partidárias se multiplicariam. Mas essa, por enquanto, ainda é outra história.



