Um elefante-marinho juvenil foi encontrado na praia de Carro Quebrado, na Barra de Santo Antônio, litoral norte de Alagoas. O animal foi localizado por populares na noite de quarta-feira (11). Biólogos suspeitam que o mamífero está descansando para fazer a troca de pele, processo natural da espécie.
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O animal mede um pouco mais de dois metros. Ele permanece deitado na faixa de areia, onde toma sol, entra na água do mar, coça as costas e vira de lado. O comportamento demonstra tranquilidade.
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Equipes do Instituto Biota foram acionadas e deslocadas até a região para monitorar o elefante-marinho. A área foi isolada com estacas e cordas para garantir a segurança do mamífero e evitar a aproximação de curiosos.
Espécie rara no Nordeste
Os biólogos identificaram que se trata de um elefante-marinho juvenil. Não foi possível determinar se é macho ou fêmea. A diferença sexual é vista conforme o animal cresce, quando os machos crescem um pouco mais, ou quando há alguma intervenção que permita ver o órgão sexual.
Não é comum encontrar essa espécie nas águas do Nordeste. A colônia mais próxima desses animais está na Argentina, na Patagônia. Esses mamíferos marinhos percorrem grandes distâncias e precisam parar para recuperar a energia.
Não há como afirmar o real motivo que trouxe o elefante-marinho até o Nordeste, já que não é uma rota natural. O animal apresenta bom escore corporal, sem nenhuma debilidade ou problema identificado de longe.
Plano de monitoramento
O Instituto Biota se reuniu com outros órgãos ambientais para tratar da situação do elefante-marinho. A finalidade do encontro foi elaborar um plano de monitoramento do animal e dividir as responsabilidades de acompanhamento. Manter a equipe do Instituto Biota no local diariamente representa uma sobrecarga operacional.
As autoridades ambientais estabeleceram um cronograma para as próximas duas semanas destinado a monitorar o animal de perto. Cada dia contará com uma equipe designada. A polícia fornecerá apoio constante. Caso a população se altere ou descumpra as orientações, a força policial será acionada para intervir.
A aproximação dos curiosos tem dificultado o trabalho dos biólogos. O animal possui mordidas fortes e pode provocar acidentes. Ele também pode contrair doenças de humanos, gatos ou cachorros.
A estratégia adotada pelos especialistas consiste em permitir que o animal repouse para que ele possa, por conta própria, voltar ao oceano. Os biólogos alertam que qualquer intervenção realizada pode condenar o animal a passar o resto da vida em cativeiro. A equipe busca evitar essa situação.
Uma equipe do Instituto Biota permanece no local acompanhando o elefante-marinho. O objetivo é garantir que ele descanse adequadamente e possa retornar ao mar com segurança. O animal tem chamado a atenção de moradores e turistas da região.

