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Estádio tem comércio regularizado e preços controlados


A intervenção do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) no comércio dentro do Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, provocou mudanças na forma como os espaços públicos são utilizados e na relação entre vendedores e consumidores durante os jogos. A principal transformação foi a regularização dos pontos de venda no interior do…

A intervenção do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) no comércio dentro do Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, provocou mudanças na forma como os espaços públicos são utilizados e na relação entre vendedores e consumidores durante os jogos.

A principal transformação foi a regularização dos pontos de venda no interior do estádio. Antes marcada por ocupações informais, a atividade passou a seguir algumas regras. A Prefeitura realizou um processo público de seleção, com edital aberto, garantindo igualdade de concorrência entre os interessados. Com isso, os comerciantes agora atuam como permissionários oficialmente cadastrados, com autorização por prazo determinado e possibilidade de renovação conforme critérios definidos.

Além de organizar o uso do espaço público, a atuação também teve efeito direto no bolso dos torcedores. Foram estabelecidos parâmetros para a cobrança de preços, coibindo práticas abusivas denunciadas anteriormente, quando alimentos e bebidas eram vendidos por valores muito acima do mercado. A medida busca equilibrar a relação de consumo em um ambiente onde o público tem poucas opções de compra.

Outro resultado relevante foi a criação de um modelo mais transparente de gestão dentro do estádio, substituindo indicações informais por regras públicas e fiscalizáveis. A iniciativa também ampliou a concorrência entre os vendedores, o que tende a impactar não só nos preços, mas também na qualidade dos produtos oferecidos.

As mudanças são fruto de um acordo construído após uma série de reuniões envolvendo MPAL, Prefeitura de Arapiraca, Procon, administração do estádio e comerciantes. A estratégia evitou uma disputa judicial e acelerou a implementação das medidas.

Para o promotor de Justiça, Thiago Chacon, a atuação demonstra que o diálogo entre as instituições pode produzir resultados efetivos para a sociedade: “Nosso objetivo sempre foi assegurar o respeito aos direitos do consumidor e à correta utilização de um bem público. A construção dessa solução, com a participação da Prefeitura, do Procon, da administração do estádio e dos comerciantes, permitiu estabelecer regras transparentes para a ocupação dos espaços e garantir que os torcedores tenham acesso a produtos comercializados por preços compatíveis com o mercado”, detalhou.

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Controle social

Por fim, o promotor ressaltou a importância do controle social e da participação da população no aprimoramento dos serviços públicos e na defesa dos direitos coletivos. Segundo ele, toda a atuação da promotoria teve origem em uma denúncia apresentada por um cidadão à Ouvidoria do Ministério Público, demonstrando como a colaboração da sociedade é fundamental para a identificação e a solução de problemas que afetam a coletividade.

“Esse caso é um exemplo claro da força do controle social. A atuação do Ministério Público só foi possível porque um cidadão exerceu seu papel, procurou a Ouvidoria e denunciou uma situação que prejudicava toda a população. Quando a sociedade participa e confia nas instituições, conseguimos corrigir distorções, promover mais transparência na gestão dos bens públicos e garantir que os direitos dos consumidores sejam efetivamente respeitados.”, destacou o promotor.

 





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