“Estou doido para ver Lula debater segurança com Flávio”, diz Boulos


O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), afirmou que está “doido” para ver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) debater o tema da segurança pública com o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante as eleições de outubro.

A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Alô, Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional. “A oposição vive dizendo que quer debater segurança pública na eleição. Eu estou doido para ver o Lula debater com Flávio Bolsonaro segurança pública”, afirmou o ministro.

Boulos acusou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter relação com a milícia no Rio de Janeiro, e citou envolvimento do senador com o capitão Adriano da Nóbrega — líder do Escritório do Crime, um grupo de matadores de aluguel — e Fabrício Queiroz, suspeito de operar um esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio, à época em que era deputado estadual.

“Quem é acusado de relação com milícia no Rio de Janeiro é ele. Quem, inclusive, empregou no seu gabinete Adriano da Nóbrega, chefe do escritório do crime envolvido no assassinato da Marielle Franco, é ele. O Queiroz. Quem tomou processo por rachadinha em loja de chocolate da Kopenhagen lá na Barra da Tijuca é ele. Vamos botar a ficha corrida aqui”, disse Boulos.

Morto em 2020, Adriano da Nóbrega foi homenageado mais de uma vez por Flávio Bolsonaro quando ele ocupava cargo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O então deputado estadual também empregou a mãe e a mulher do ex-capitão do Bope em seu gabinete.

Durante a entrevista, Boulos também defendeu a atuação do governo Lula em investigações, como do esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master.

“Como Lula manda investigar, dá autonomia para a Polícia Federal — coisa que o Bolsonaro não fez, mandou afastar delegada da PF que tava investigando o filho dele no Rio de Janeiro. Aí, eles querem se vender como arautos da moralidade. Não, aqui, não”, frisou Boulos.



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