Entre os autônomos, 51% atuam no regime de home office. Já entre o número total de profissionais consultados, 43% têm o trabalho remoto como realidade. Segundo a pesquisa, esses profissionais tendem a ter rendimentos inferiores em comparação com aqueles que trabalham em um ambiente presencial.
Remuneração “baixa”. O estudo indica que 64% dos advogados ganham até cinco salários mínimos por mês, ou seja, cerca de R$ 7.000. Enquanto isso, 34% ganham até R$ 2.800 e somente 5% ganham mais de R$ 28 mil.
Cerca de um quarto dos advogados brasileiros, 26%, desempenha ainda outra atividade profissional além da advocacia. Professor (20%), servidor público (13%) e empresário (10%) são as principais atividades exercidas além da advocacia. Também aparecem na lista corretor de imóveis (1,8%), empreendedor (1,6%), agricultor (1,5%), músico (0,8%), motorista de aplicativo (0,8%), entre outras ocupações.
Mulheres são a maioria na advocacia brasileira. Elas constituem 50% desse campo profissional, enquanto homens somam 49% e outras identidades de gênero representam cerca de 1%.
As advogadas são mais jovens que os advogados. Dado sugere que a inclusão do público feminino nessa área profissional cresceu recentemente no Brasil: entre elas, a média de idade é de 42 anos, enquanto entre os homens é de 47 anos.
64% dos advogados se declaram brancos. 25% se declaram pardos, somente 8% pretos, e cerca de 1% são indígenas e amarelos. O estudo, no entanto, aponta que “a proporção de negros (pretos e pardos) é inferior à representação desses grupos na população brasileira”.


