Estupro coletivo e cárcere privado em Rio Largo: PC investiga


A Polícia Civil de Alagoas iniciou nesta quarta-feira, 1º, as investigações sobre um caso de estupro coletivo e cárcere privado em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. A ação é conduzida pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) e visa identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica dos fatos. ACOMPANHE MAIS NOTÍCIAS…

A Polícia Civil de Alagoas iniciou nesta quarta-feira, 1º, as investigações sobre um caso de estupro coletivo e cárcere privado em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. A ação é conduzida pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) e visa identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica dos fatos.

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O caso veio à tona no último domingo (29), quando a Guarda Civil Municipal foi acionada ao Hospital Ib Gatto Falcão após a entrada de uma mulher com lesões e dores nas partes íntimas, indicando possível violência sexual. A vítima foi atendida inicialmente na unidade e, em seguida, encaminhada ao Hospital da Mulher, em Maceió, para realização de exames e procedimentos legais.

Segundo a delegada Zenilde Pinheiro, do Neam, a vítima relatou que foi atraída até uma residência na localidade de Mata do Rolo por uma conhecida e permaneceu em cárcere privado por vários dias, período em que sofreu abusos.

“As investigações apontam que a vítima foi submetida à violência sexual por oito indivíduos, sendo o caso tratado com prioridade pelas equipes especializadas”, destacou a delegada.

Resgate

A vítima foi dada como desaparecida pela família e o resgate aconteceu quando a irmã da jovem recebeu mensagens de um perfil falso no Instagram, criado pela suspeita, que se passava pela vítima e solicitava documentos pessoais.

Um encontro foi marcado e ao encontrar a irmã com a suspeita, a mulher reagiu, gritou e pediu socorro, até conseguir levar a vítima ao hospital.

Após o resgate, familiares relataram que passaram a receber ameaças e seguem sendo acompanhadas pela polícia.

Relatos da vítima

Em relato à TVPajuçara a jovem de 18 anos disse que foi mantida por 18 dias em cárcere privado, drogada e estuprada por pelo menos oito homens, após ser atraída pela irmã do ex-namorado (um homem de 38 anos com quem teve relacionamento por dois anos), ao sair da escola, no dia 10 de março.

A mulher teria dito que iria devolver pertences pessoais da vítima. Ao chegar no endereço, ela conta ter sido surpreendida e atacada pelos homens, que começaram a cometer estupro coletivo. Um menor de 15 anos, filho da ex-cunhada, também teria participado e era o responsável por vigiá-la.

“Agarraram minhas mãos. Dois ficaram na minha mão. Um vinha, outro saía, outro vinha, saía”.

Ela contou ainda que foi obrigada a usar maconha.

O relacionamento com o ex-namorado começou quando ela tinha 16 anos e com quem chegou a morar, vivendo um relacionamento abusivo e tóxico, até conseguir terminar e ser abrigada por uma irmã, que conseguiu resgatá-la e denunciou o caso.

Prisões

Até o momento, duas pessoas — uma mulher e um homem — foram presas em flagrante na casa onde os crimes teriam acontecido, e as prisões foram posteriormente convertidas em preventivas. Ambos permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar outros possíveis envolvidos na violência, que ainda de acordo com a vítima, teria sido filmada pelos próprios agressores.

A população pode colaborar com informações de forma anônima e gratuita pelo Disque Denúncia 181.





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