O ex-presidente da Bolívia Evo Morales cobrou que as Forças Armadas do país esclareçam de quem é o dinheiro que estava dentro do avião que caiu na noite desta sexta-feira (27/2) perto de La Paz. A aeronave Hércules transportava cédulas de dinheiro novas para o interior do país. O ex-presidente ainda questionou para onde estava sendo levado o dinheiro e qual era a finalidade.
“O povo boliviano merece respostas claras e imediatas. As Forças Armadas, como instituição estatal, obedecem a ordens de autoridades superiores, mas também têm a obrigação de prestar contas e agir com total transparência perante o público”, afirmou.
No entanto, o Banco Central esclareceu que as notas tinham como destino a própria instituição. Elas teriam sido fabricadas em Malta, por meio de um contrato firmado com o governo boliviano, e estavam sendo transportadas para La Paz.
Evo Morales ainda se solidarizou com as vítimas do acidente. Pelo menos 15 pessoas morreram com a queda do avião. “Compartilhamos a profunda dor das famílias que perderam seus entes queridos neste trágico acidente”, disse.
🌎 MUNDO | Bolívia: avião militar caiu sobre carros e deixou rastro de destruição
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— Metrópoles (@Metropoles) February 28, 2026
O que diz o governo
O presidente boliviano, Rodrigo Paz Pereira, ainda não se pronunciou sobre o assunto. O Ministério da Defesa informou que as cédulas eram destinadas ao Banco Central da Bolívia, como parte da décima entrega programada. As notas foram impressas pela Crane Currency Malta Limited. e estavam sendo transportadas para La Paz para serem armazenadas nos cofres do Banco Central. O dinheiro não tinha número de série.
Segundo o Banco Central, a impressão das notas faz parte de um contrato firmado em janeiro de 2025. “Após o recebimento, as notas são armazenadas nos cofres do BCB e, posteriormente, autorizadas para circulação legal no sistema financeiro (monetização). Até que isso ocorra, as notas não possuem valor legal”, disse em nota.
O Banco Central também solicitou que quem tenha pegado notas após o acidente as devolva. “Está claramente estabelecido que as notas envolvidas no incidente não têm valor legal e sua posse ou uso constituem crime. Recomenda-se ao público que devolva essas notas ao Banco Central da Bolívia ou a qualquer instituição financeira.”


