OPERAÇÃO VALE-FANTASMA
Investigação da PC revelou esquema em que mulher usava dados de ex-colaboradores para emitir cartões e realizar compras
Uma ex-analista do departamento pessoal foi presa nesta terça-feira (14), durante a Operação Vale-Fantasma, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL). Ela é suspeita de fraudar o sistema de uma empresa e desviar cerca de R$ 43 mil em benefícios de vale-alimentação utilizando dados de ex-funcionários.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!
De acordo com o delegado Rodrigo Timóteo, da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), a investigada era a única funcionária com acesso às informações do setor de Recursos Humanos, o que facilitou a execução da fraude.
Leia também
Segundo as investigações, durante aproximadamente oito meses, ela utilizou os dados de, pelo menos, 10 ex-funcionários — incluindo uma pessoa já falecida — para inserir informações falsas no sistema da empresa, solicitar segundas vias dos cartões de vale-alimentação e realizar compras em estabelecimentos comerciais de Alagoas e da Bahia, Estado de origem da suspeita.
“O esquema foi descoberto após a empresa realizar uma auditoria interna de rotina, que identificou um prejuízo de aproximadamente R$ 43 mil. A partir da denúncia, a Dinpol iniciou uma investigação cibernética que reuniu provas da atuação da ex-funcionária. Com base nas evidências, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, executados nesta terça-feira”, explicou o delegado em entrevista à TV Pajuçara.
Ainda conforme Rodrigo Timóteo, os investigadores identificaram, até o momento, cerca de 130 transações fraudulentas realizadas pela suspeita.
“Ela é investigada, inicialmente, pelos crimes de furto mediante fraude e falsidade ideológica, por inserir informações falsas no sistema da empresa para obter os benefícios de forma indevida”, informou o delegado.
A Polícia Civil também apura a possível prática dos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo Rodrigo, a hipótese de que a fraude tenha sido praticada por apenas uma pessoa ainda está sendo investigada.
Além da responsabilização criminal, a polícia pretende identificar bens eventualmente adquiridos com os valores desviados para buscar o ressarcimento do prejuízo causado à empresa.




