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Ex-bailarina do Faustão é retirada de voo e denuncia constrangimento


A coluna Fábia Oliveira teve acesso, com exclusividade, ao boletim de ocorrência registrado no dia 16 de junho envolvendo a ex-bailarina do Faustão, Pablinny Pedersoli. O documento reúne as versões da Polícia Federal, de funcionários da companhia aérea e da própria influenciadora sobre a confusão que terminou com seu desembarque compulsório de um voo com destino a Salvador.

De acordo com o registro, agentes da Polícia Federal foram acionados até o portão de embarque após a tripulação informar que uma passageira estaria causando tumulto dentro da aeronave ao se recusar a despachar sua bagagem de mão.

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Segundo o relato do agente federal responsável pelo atendimento, ao chegar ao local, ele foi informado por funcionários da companhia aérea de que Pablinny estaria desobedecendo às orientações da tripulação e do comandante.

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Ex-bailarina do Domingão do Faustão, Pablinny Pedersoli
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Ex-bailarina do Domingão do Faustão, Pablinny Pedersoli

Reprodução/Instagram

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Ainda conforme o boletim, ao entrar na aeronave, o policial afirmou que a passageira aceitou deixar o avião para evitar constrangimentos. No entanto, logo em seguida, teria voltado a criar um novo tumulto ao acusar um funcionário da companhia de tê-la empurrado.

“Ao ingressar na aeronave, a parte Pablinny se prontificou a sair alegando que não queria sofrer constrangimento. Inobstante, a mesma começou a acusar um funcionário (…) que a teria empurrado e iniciou novo tumulto”, registra o documento.

Pablinny relata constrangimento

Em sua versão, Pablinny confirmou que foi informada sobre a necessidade de despachar a bagagem, mas afirmou que pediu uma declaração de bens antes de entregá-la, solicitação que, segundo ela, teria sido negada pelos funcionários.

A ex-dançarina do Faustão contou que, mesmo após aceitar o despacho e permitir que a mala fosse etiquetada, foi surpreendida com a informação de que não poderia mais embarcar. Ela ainda alegou ter sido vítima de constrangimento durante toda a ocorrência.

“Gostaria ainda de ressaltar que fui constrangida, humilhada e coagida por funcionários da companhia aérea”, declarou.

Pablinny também reafirmou que foi empurrada por um funcionário durante a retirada da bagagem e disse ter sofrido violência psicológica em razão da situação.

Funcionários negam agressão

O funcionário identificado como Alisson de Jesus Palmeira afirmou em depoimento que foi chamado para auxiliar a equipe após a passageira se recusar a despachar a bagagem. Segundo ele, uma nova inspeção foi realizada dentro da aeronave para verificar se ainda havia espaço nos compartimentos superiores, mas não foi encontrada nenhuma possibilidade de acomodação.

Ainda conforme sua versão, depois que a bagagem foi etiquetada para despacho, Pablinny teria retirado a etiqueta e iniciado novas filmagens, o que levou o comandante a determinar seu desembarque.

O colaborador também negou qualquer contato físico com a influenciadora.

Segundo o boletim, ele afirmou que, ao tentar retirar uma mochila da passageira, foi ela quem teria ido em sua direção e impedido a ação.

“Ao tentar auxiliar na retirada da bagagem (…) foi empurrado pela parte Pablinny, que entrou na sua frente, sentando-se no assento e recusando-se a sair”, consta no registro.

Duas funcionárias da companhia aérea, ouvidas como testemunhas, apresentaram relatos semelhantes. Ambas afirmaram que não havia mais espaço para acomodar duas bagagens de mão levadas por Pablinny e disseram que ela teria se recusado a obedecer às orientações da equipe.

Segundo os depoimentos, somente após intervenção do comandante foi solicitado o apoio da Polícia Federal para o desembarque.

Caso segue sem tipificação criminal

Ao final, o boletim registra que a ocorrência foi lavrada, inicialmente, como um registro não criminal, sem prejuízo de eventual reclassificação caso novos elementos sejam apresentados durante a apuração dos fatos.





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