A investigação sobre o feminicídio da empresária Flávia Barros, de 38 anos, revelou novos detalhes sobre a vida pessoal do principal suspeito, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos.
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Ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, Tiago mantinha uma vida dupla: enquanto iniciava um relacionamento com a vítima, era casado com outra mulher e pai de três filhos, mantendo sua família estabelecida em outro Estado.
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O crime ocorreu em um hotel na região de Atalaia, em Aracaju, apenas uma semana após o suspeito oficializar o namoro com Flávia.
Segundo relatos de amigas próximas, o casal se conhecia desde novembro de 2025, mas o pedido formal de namoro aconteceu no último dia 15, data em que a empresária comemorava seu aniversário. A viagem à capital sergipana tinha como objetivo celebrar a data em um show realizado na noite de sábado (21).
O CRIME
A tragédia foi descoberta na madrugada de domingo (22), por volta das 5h20, quando a polícia foi acionada após relatos de disparos de arma de fogo.
Ao arrombarem a porta do quarto, os agentes encontraram o casal sobre a cama. Flávia já estava sem vida e Tiago apresentava ferimentos graves, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde passou por cirurgia.
A perícia inicial aponta que ele utilizou a própria arma funcional, uma pistola calibre .40 pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap), para matar a namorada e tentar tirar a própria vida em seguida.
Diante da gravidade dos fatos, o Governo da Bahia confirmou a exoneração imediata de Tiago do cargo de diretor da unidade prisional. Após receber alta médica nesta semana, o servidor foi submetido a exames periciais e transferido para uma unidade prisional militar, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
O caso segue sob investigação das Polícias Civil (PC) e Militar (PM) de Sergipe, que buscam entender a motivação do crime.
Flávia Barros era uma figura conhecida e respeitada em Paulo Afonso, onde comandava a empresa FB Soluções Financeiras. Sua morte precoce gerou uma onda de comoção nas redes sociais, onde amigos e familiares prestaram homenagens, descrevendo-a como uma mulher cheia de planos e sonhos interrompidos de forma brutal.



