Belo Horizonte – Após fala do pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) sobre o trabalho infantil, alguns políticos se manifestaram em suas redes sociais, entre eles o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos; o vereador Pedro Roussef (PT-MG) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ ).
“Toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”, defendeu Zema durante entrevista ao Podcast Inteligência Ltda, nessa sexta-feira (1º/5).
Zema também fez críticas, dizendo que a esquerda entende que o trabalho prejudica as crianças e fez uma comparação com os Estados Unidos da América. “Hoje é dia do trabalho e aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue”, disse ele.
O pré-candidato disse que pretende mudar essa situação, caso seja eleito à Presidência: “Mas acho que tenho certeza que nós vamos mudar”, disse o pré-candidato, durante a entrevista.
Repercussões
Lindbergh chamou de “retrocesso” a fala de Zema: “TRABALHO INFANTIL NÃO É SOLUÇÃO, ZEMA. É RETROCESSO”, escreveu ele em sua rede social X (antigo Twitter). Ele ainda escreve que o Brasil já superou 350 anos de escravidão, mas que essa mentalidade (como a de Zema) “insiste em aparecer”
O vereador Pedro Roussef (PT-MG) considerou que essa proposta de Zema é um absurdo.
Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos chamou essa fala de Romeu Zema como um “ato de covardia: “Defender o trabalho infantil é um ato de covardia. O cidadão que faz isso no Dia do Trabalhador vai além: dá sérios sinais de ser um psicopata”, escreveu o ministro.

“Trabalho infantil não é solução é retrocesso”, escreveu Lindbergh Farias
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“Absurdo! Romeu Zema defende a volta do trabalho infantil no Brasil”, diz Pedros Roussef
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“Defender o trabalho infantil é um ato de covardia”, escreveu Boulos
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Romeu Zema tenta se defender
O pré-candidato também usou as redes sociais para tentar explicar o que ele defende: “O que eu defendo é ampliar oportunidades para quem quer começar cedo. Com proteção, sem atrapalhar a escola, como já acontece em vários países desenvolvidos”, disse Zema.
A partir dos 14 anos, no Brasil, os adolescentes podem participar de programas para trabalharem como aprendizes. O contrato é regido pela CLT e pela Lei de Aprendizagem, que regulamenta o Programa Jovem Aprendiz.



