Família de jovem morto por engano no Jacintinho cobra justiça: “Uma covardia”


— Foto: Acervo pessoal

José Thiago Chagas Bezerra, de apenas 19 anos, era o orgulho da família. Trabalhava, gostava de estudar e seguiria a profissão de fisioterapeuta ou farmacêutico. No entanto, ele acabou vítima de um crime que chocou parentes, amigos e vizinhos no bairro onde morava, no Jacintinho, em Maceió. O jovem foi morto a tiros, o que pode ter sido por engano.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >

O pai de Thiago contou à TV Gazeta que acordou na madrugada da última segunda (9) com uma ligação que anunciou que algo teria ocorrido com o filho, mas jamais imaginou que encontraria Thiago morto.

Leia também

“Eu estava dormindo quando, por volta de 3 horas da manhã, me ligaram dizendo que tinha acontecido um fato com ele. Achei que era uma briga ou alguma confusão com a polícia. Mas, quando cheguei lá, infelizmente já encontrei o corpo do meu filho no chão, com quatro tiros pelas costas. Foi uma covardia”, lembrou ele.

Thiago foi vítima de um crime que comoveu parentes, amigos e muitos alagoanos que conheciam o jovem e a família dele. Recentemente, tinha passado em um concurso para fuzileiro naval e sonhava continuar estudando, recebendo sempre o apoio dos pais.

“A gente clama por justiça, até porque essa foi uma covardia, quatro tiros nas costas. Acho que meu filho não viu nem quem atirou nele. A gente está na esperança de que a polícia faça o trabalho dela, prenda esse bandido e que esse crime seja elucidado”, finaliza Josival.

Nesta quinta-feira (12), a Polícia Civil informou que já identificou pelo menos cinco criminosos apontados como responsáveis pela morte de José Thiago, assassinado a tiros. A principal linha de investigação aponta que o jovem pode ter sido morto por engano.

A investigação aponta que Thiago pode ter sido confundido com outro rapaz que teria gravado um vídeo, na noite anterior ao crime, no mesmo bar onde a vítima estava. Nas imagens, o homem faz suposta menção a uma facção criminosa.

“Aquela área da cidade é conhecida como ponto de tráfico intenso. Na noite anterior, uma pessoa tinha feito esse vídeo e, na madrugada seguinte, a vítima foi confundida com a pessoa do vídeo e foi assassinada. Eles eram muito parecidos”, explicou o delegado Arthur César.

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos



Fonte: Gazetaweb