
A família de Yara Rohsner, menina que ficou conhecida durante sua luta contra um câncer infantil, já havia denunciado que a foto da menina era usada em golpes na internet há pelo menos um ano. Na última sexta-feira (13), um casal de Brasília foi preso por usar fotos da criança para arrecadar dinheiro com falsas vaquinhas. Em uma reportagem…
A família de Yara Rohsner, menina que ficou conhecida durante sua luta contra um câncer infantil, já havia denunciado que a foto da menina era usada em golpes na internet há pelo menos um ano. Na última sexta-feira (13), um casal de Brasília foi preso por usar fotos da criança para arrecadar dinheiro com falsas vaquinhas.
Em uma reportagem exibida em 17 de maio de 2024, a mãe de Yara, Jéssica Rohsner, contou que imagens da menina eram usadas por golpistas nas redes sociais. Na época, ela denunciou o caso à polícia, que iniciou as investigações.
“Pegava as piores partes, os momentos mais dolorosos da Yara e juntava. Fez um vídeo extremamente apelativo, colocou no Tik Tok, falando que a Helena precisava fazer essa cirurgia nos Estados Unidos. Mudaram o nome”, Jéssica Rohsner.
Na época, a mãe também usou as redes sociais para fazer o alerta: “criaram um fake com as fotos da minha filha. Me ajudem a viralizar esse vídeo e denuncie!”, disse na época.
Yara tinha neuroblastoma, um câncer infantil que afeta o sistema nervoso da criança. A menina ficou conhecida em 2023, após cantar “Let it go”, do filme “Frozen”, comemorando a cura parcial da doença. O g1 contou essa história.
Ela chegou a passar por 232 quimioterapias, teve a cura parcial declarada, mas outras complicações levaram à morte da menina em janeiro de 2025.
A família de Yara morava em Vitória, mas a menina passou os últimos meses de vida em um hospital dos Estados Unidos, onde recebia tratamento.
Isso porque ela tinha conseguido participar de um estudo naquele país em que diminuía de 40% para 3% a chance de retorno da doença.
Na época, a família conseguiu a medicação necessária por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), mas também fizeram arrecadações na internet para ajudar com os custos da viagem.
Investigações começaram após denúncia da mãe
Segundo a polícia, as investigações começaram porque a mãe da menina procurou a delegacia no Espírito Santo para denunciar uma campanha falsa em nome da filha, quando ela ainda estava viva.
“A própria mãe da criança procurou a polícia para informar que teve uma campanha falsa de arrecadação de fundos utilizando a imagem da filha dela. Esses criminosos criaram uma falsa arrecadação”, explicou o delegado chefe da Divisão Patrimonial (DRCCP) e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Brenno Andrade.
Prisão no Distrito Federal
Após investigações, os policiais identificaram os criminosos em Riacho Fundo I, no Distrito Federal. A operação que terminou com a prisão do casal contou com o apoio da Polícia Civil do DF para cumprir mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão.
Um jovem de 21 anos e a ex-namorada dele, de 22 anos, foram presos. Eles confessaram o crime e afirmaram que tinham o hábito de procurar na internet imagens de crianças com problemas graves de saúde para fazer arrecadações falsas. Quando começaram a aplicar os golpes, os dois suspeitos mantinham um relacionamento.
Ainda de acordo com a polícia, outras sete campanhas envolvendo outras crianças estavam ativas. Eles aplicam os golpes desde 2022, mas foi a partir da publicação da arrecadação falsa com as imagens de Yara que os criminosos foram localizados.
As investigações apontaram que com o dinheiro das falsas doações, os criminosos abriram comércios e compraram carros de luxo. O valor exato de quanto os criminosos teriam conseguido arrecadar com as falsas vaquinhas não foram relevadas.
O caso ainda segue sendo investigado. Uma terceira mulher, responsável pelas contas onde as doações eram depositadas, está sendo procurada pela polícia.
Casal foi preso no Distrito Federal na última sexta-feira (13); eles usavam imagem de menina do Espírito Santo que tinha câncer para fazer arrecadações falsas — Foto: Divulgação/ Polícia Civil do ES“Falta a prisão de uma. Ela não estava localizada em Brasília. A polícia continua a investigação para descobrir em que estado ela está”, completou o delegado Brenno Andrade.
O trio pode responder por associação criminosa e estelionato por meio de fraude eletrônica, com pena de reclusão de 4 a 8 anos.
Fonte:Source link


