O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nessa quarta-feira (1°/4) que uma eventual federalização do Banco de Brasília (BRB) não tem respaldo da pasta.
A federalização seria passar o controle do banco público do Distrito Federal para a União, como para a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. A possibilidade tem sido apontada pelo mercado como uma solução para o rombo deixado pelo Banco Master.
“Isso [federalização do BRB] é um tema que, inclusive, não tem o ok do Ministério da Fazenda para avançar”, afirmou Durigan em entrevista à GloboNews ao ser questionado sobre o assunto.
Apesar disso, Durigan ressaltou que tanto a Caixa quanto o Banco do Brasil podem comprar ativos do BRB, assim como os bancos privados. “O que não vai ter é uma intervenção federal ou uma ajuda federal, é uma questão do governo do DF. Então, o governo do DF tem que conseguir lidar com a questão do BRB e, se, eventualmente, a gente escalar para uma situação de risco sistêmico, o próprio Banco Central tem que conduzir uma conversa com o governo federal”, destacou.
O BRB deveria ter apresentado o balanço referente ao ano de 2025 na terça-feira (31/3), mas não cumpriu o prazo. O banco tenta conseguir um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para divulgar um balanço melhor.
Nessa quarta-feira (1°/4), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), revelou que pediu ajuda a Durigan para tratar da situação do BRB e buscar soluções para o equilíbrio financeiro da instituição.
“Tive contato com o ministro Dario. Fiz o apelo a ele que falasse com o presidente Lula (PT) e que pudesse falar também com o presidente da Caixa. Até porque eu acho que o diálogo faz parte inclusive do regimento, da liturgia, do cargo de governador, de um ministro, de um presidente da República. E a gente fez esses apelos”, disse.




