A Fifa emitiu neste sábado (8/8) uma declaração a respeito das recentes críticas a entidade e ao mandatário Gianni Infantino. A última polêmica, revelada pelo The Telegraph, envolve a utilização de verbas da Uefa para pagar uma amante de Infantino. Ela teria recebido um valor de seis dígitos para deixar um cargo na corporação após se envolver com Infantino, que é casado. Em meio a crise, a Fifa emitiu uma nota e criticou a imprensa.
O comunicado menciona uma tentativa de “minar” a instituição e o presidente Infantino. Além disso, cita tentativas de tirá-lo do cargo após a polêmica da Fifa Forwad Enterprise que previa investimentos privados.
“A FIFA não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da FIFA que seja incompatível com os Estatutos da FIFA, os procedimentos democráticos e a estrutura de governança estabelecida. O presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Federações-Membro da FIFA e continua a exercer seu mandato”, diz a declaração.
O texto também critica a imprensa e diz que supostas especulações e insinuações não devem ser informadas como verdade. A Fifa também ressalta que o que chamaram de “reportagens imprecisas ou enganosas” serão contestadas.
O caso do pagamento a amante teria acontecido na época em que Infantino foi secretário geral da confederação europeia, cargo que exerceu de 2009 até assumir a presidência da Fifa em 2016. Ele é casado com a libanesa Leena Al Ashqar e tem quatro filhos.
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do Metrópoles
Confira:
“Declaração da FIFA, atribuível ao porta-voz da FIFA
Em consonância com as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como com as discussões realizadas com as Federações-Membro da FIFA e as Confederações de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da FIFA que seja incompatível com os Estatutos da FIFA, os procedimentos democráticos e a estrutura de governança estabelecida. O presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Federações-Membro da FIFA e continua a exercer seu mandato.
É cada vez mais evidente que há um esforço coordenado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e seu presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Federações-Membro da FIFA não devem tentar alcançar, por meio de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar por meio dos processos democráticos estabelecidos pela FIFA.
Reportagens recentes têm incluído afirmações infundadas e alegações comprovadamente falsas a respeito da FIFA e de seu presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira.
O presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos de sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas no esporte e, em particular, para ampliar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança inevitavelmente desafia interesses estabelecidos, mas a discordância com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar.
A FIFA acolhe o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações infundadas ou criar distrações destinadas a minar o progresso. Quando as reportagens forem imprecisas ou enganosas, a FIFA as contestará de forma direta e vigorosa.
A responsabilidade da FIFA é para com suas 211 Federações-Membro e para com o futebol em todo o mundo. Não nos deixaremos distrair nem desviar do objetivo de fortalecer a organização, atender às necessidades de nossas Federações-Membro e dar continuidade ao trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Por meio do presidente da FIFA e da administração da entidade, nosso foco permanece firmemente voltado para essa missão, e estamos mais determinados do que nunca a cumpri-la”.



