Foto: GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO
Filipe Luís abriu o jogo sobre o momento de oscilação no Flamengo, que levou o presidente Luiz Eduardo Baptista a elevar o tom das cobranças internas. Em virtude da derrota para o Lanús no jogo de ida na Recopa Sul-Americana e a partida decisiva desta quinta-feira, às 21h30, no Maracanã, Bap conversou com o elenco…
Filipe Luís abriu o jogo sobre o momento de oscilação no Flamengo, que levou o presidente Luiz Eduardo Baptista a elevar o tom das cobranças internas. Em virtude da derrota para o Lanús no jogo de ida na Recopa Sul-Americana e a partida decisiva desta quinta-feira, às 21h30, no Maracanã, Bap conversou com o elenco e, de maneira mais contundente, com o treinador e o diretor José Boto. Para Filipe, porém, as reuniões estão dentro da normalidade e fazem parte de uma relação de “diálogo muito aberto”.
— Essa conversa dentro da sala fica ali, mas é simples. O Bap e eu sempre temos uma relação de diálogo muito aberta. Desde o ano passado, são reuniões semanais, tanto nos momentos bons como nos momentos não tão bons. A gente conversa sobre todos os aspectos do time, individual dos jogadores, técnico, tático… ele gosta muito de saber tudo, as decisões, e a gente tem um diálogo muito aberto quanto a isso — disse Filipe Luís em entrevista à ESPN.
— Eu gosto de ser muito frio na análise e saber onde eu errei, onde a gente pode fazer melhor, para poder corrigir esse rumo. Então eu sempre passo para ele, para os jogadores, para o Boto, a minha análise do que acontece em cada jogo. Cada jogo tem um contexto diferente, e essas reuniões são importantíssimas dentro de um departamento de futebol onde tem tanta cobrança — destacou.
A derrota por 1 a 0 na Argentina na última semana apenas foi o ápice para insurgir mais críticas, inclusive da torcida na arquibancada. O Flamengo já perdeu o título da Supercopa do Brasil desta temporada e vê o desempenho ofensivo e defensivo caírem em relação ao vitorioso ano de 2025.
Filipe Luís reconheceu que este pode ser seu maior momento de pressão como treinador rubro-negro, mas se disse “privilegiado”.
— Realmente, o nosso momento não é o ideal, não é o que a gente espera. Sabemos que nosso time tem uma margem de evolução e melhora muito grande. O momento de pressão externa pode ser que seja o maior, mas eu sempre me senti pressionado. Desde o primeiro dia que eu assumi, eu coloco tudo o que eu fiz em jogo, porque a cobrança é muito grande no Flamengo. Desde o primeiro jogo que eu assumi no profissional, a primeira semifinal, a primeira final, as primeiras fases da Libertadores do ano passado, com a possibilidade de ser eliminado, sempre tive pressão — comentou Filipe.
— O treinador do Flamengo sempre vai estar pressionado por resultados, e não só isso, por bom desempenho. Sei bem onde estou, sei bem a cobrança e a pressão que isso tem. Eu me sinto muito privilegiado de poder estar vivendo essa pressão — ressaltou o técnico.
O Flamengo vai precisar vencer por dois gols de diferença se quiser faturar o bi da Recopa. Uma vitória por um gol força a prorrogação, com possibilidade de disputa de pênaltis. O Lanús jogará no Rio por um empate.
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