Outras demandas são prazo de 15 anos para o pagamento de dívidas criado ao longo dos anos (com três anos de carência), e taxas de juros mais flexíveis. Segundo Gustavo Thompson Flores, presidente da Associação dos Arrozeiros de Alegrete, a renegociação é necessária, pois com dívidas, não é possível ter acesso a novos créditos. “Estamos sem reservas e nosso patrimônio ficou comprometido. Ou seja, não temos mais garantias. O que vamos fazer se a grande maioria perdeu suas casas, moradias construídas por nossos antepassados, 50, 70 anos atrás?”, declara.
Segundo estimativa do SOS Agro RS, só no meio rural, a tragédia climática prejudicou quase 20 mil famílias. Na agroindústria, a projeção é que cerca de 200 empreendimentos tenham sido atingidos.
Produtores de arroz e governo fecham acordos
Produtores devem garantir abastecimento. Já em reunião realizada no início da noite da quarta-feira, 3 de julho, em Brasília (DF), representantes do setor arrozeiro e do governo federal fecharam acordos para garantir abastecimento de arroz no mercado nacional. Conforme o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, negociação foi travata entre ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, além do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, um monitoramento dos preços nas praças brasileiras.
Haverá monitoramento dos preços. “Vamos orientar os produtores a abastecer a indústria, trazendo tranquilidade para os consumidores”, disse Alexandre.
Setor também criticou leilão do arroz
Leilão era desnecessário, diz setor. O presidente da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), Gedeão Silveira Pereira afirma que o leilão nunca deveria ter existido, sendo totalmente desnecessário. “O que nós tivemos foi um problema de logística, um pequeno desabastecimento devido às enchentes. Muitas pessoas foram aos supermercados e compraram vários pacotes de arroz. Mas, tudo voltou ao normal, os preços recuaram e o mercado está abastecido”, diz ele. O presidente do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz), Rodrigo Machado, declarou que a safra gaúcha tinha capacidade de garantir o abastecimento do país, sem justificativa para a importação de arroz no Brasil.




