O fluxo menstrual é ligado a descamação do endométrio, o tecido responsável por revestir o útero e que se prepara mês a mês para uma possível gestação. Quando a gravidez não ocorre, o conteúdo é retirado do corpo por meio da menstruação. Trata-se de um processo normal no organismo de mulheres.
Em alguns casos, a depender de características fisiológicas individuais, a intensidade do sangramento é maior, o que é considerado normal.
O problema começa quando o sangramento ocorre em excesso, de forma prolongada ou afeta o bem-estar e a rotina. Segundo especialistas, em algumas ocasiões o fluxo menstrual intenso pode ser sinal de alerta para alterações hormonais ou doenças ginecológicas, sendo essencial buscar ajuda médica.
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“É comum que as pacientes busquem apenas alternativas para controlar o sangramento, mas o mais importante é entender por que ele está acontecendo. Hoje existem diferentes opções de tratamento, que vão desde medicamentos hormonais e não hormonais até procedimentos minimamente invasivos ou cirurgias, quando indicadas”, destaca o ginecologista Altamiro Ribeiro, do Hospital Santa Paula, em São Paulo.
Quando a troca de absorventes ou coletores é feita em intervalos curtos, com vazamentos frequentes ou dura mais de uma semana, o fluxo é considerado intenso. A eliminação de coágulos grandes durante o sangramento também é um indicativo.
Além disso, o sangramento intenso pode vir acompanhado de outros sintomas, incluindo dor intensa, cansaço e tonturas. Quando ocorre entre os ciclos menstruais ou voltar a aparecer depois da menopausa, o caso deve ser investigado.
A depender da avaliação médica, o quadro pode ser tratado com alterações no estilo de vida ou medicamentos hormonais ou não hormonais. Exames ginecológicos são capazes de detectar a causa correta.
Caso o fluxo intenso esteja ligado a miomas, adenomiose, pólipos ou outras alterações ginecológicas, procedimentos minimamente invasivos ou cirurgias podem ser a solução.
“A escolha depende da causa do fluxo intenso, da idade da paciente, do desejo reprodutivo e do impacto que esse sangramento causa na sua qualidade de vida. O objetivo é oferecer um tratamento que seja eficaz e preserve o bem-estar da mulher”, afirma Ribeiro.
Segundo a ginecologista Vitória Espíndola, a detecção de fluxo intenso anormal se dá especialmente pela observação de mudanças no padrão menstrual.
“Se a mulher percebe que o fluxo aumentou de forma importante, passou a durar mais tempo ou começou a comprometer suas atividades diárias, esse é um sinal de que a situação merece investigação. O sangramento intenso não deve ser encarado como algo normal apenas porque ocorre há muitos anos”, aconselha a especialista do Hospital Brasília.


