A França sofreu muito mais do que o esperado, mas começou a Copa do Mundo 2026 com vitória. Nesta terça-feira (16), a “favoritaça” ao título teve que suar a camisa para vencer Senegal por 3 a 1, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela 1ª rodada do grupo I. Kylian Mbappé, aproveitando assistência mágica de Michael Olise aos 21 minutos do segundo tempo, abriu…
A França sofreu muito mais do que o esperado, mas começou a Copa do Mundo 2026 com vitória. Nesta terça-feira (16), a “favoritaça” ao título teve que suar a camisa para vencer Senegal por 3 a 1, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela 1ª rodada do grupo I.
Kylian Mbappé, aproveitando assistência mágica de Michael Olise aos 21 minutos do segundo tempo, abriu o placar para os Bleus, vencendo o ótimo goleiro Édouard Mendy com um chute cruzado que enlouqueceu boa parte dos mais de 80 mil torcedores presentes na arena.
O placar foi ampliado pelo também atacante Bradley Barcola, que entrou como um “foguete” na reta final da partida: ele recebeu passe espetacular de Adrien Rabiot e, na cara do arqueiro rival, mostrou enorme tranquilidade para fazer um golaço de “cavadinha”.
Nos acréscimos, insanidade: Mbaye diminuiu para os africanos aos 50, enquanto Mbappé anotou seu segundo na saída de bola, aos 51, marcando um golaço para completar seu doblete e fechar o jogo em Nova Jersey.
Antes disso, porém, o time comandado por Didier Deschamps foi “sufocado” pelos senegaleses no primeiro tempo, com a equipe africana perdendo chances incríveis de abrir o placar com os atacantes Nicolas Jackson e Ismaïla Sarr.
Na volta dos vestiários, o treinador francês arrumou seu quarteto de ataque, que sofria até ali, e viu o time melhorar com Ousmane Dembélé na ponta e Olise no meio, além de Mbappé com mais liberdade para flutuar por vários lugares do campo.
Com isso, a equipe europeia passou a empurrar o adversário para trás e criar chance atrás de chance. Antes do gol, inclusive, os atuais vice-campeões do mundo reclamaram muito de um pênalti supostamente não marcado em cima de Mbappé.
De acordo com Renata Ruel, analista de arbitragem da ESPN, o juiz iraniano Alireza Faghani errou ao não assinalar a penalidade, mesmo tendo sido chamado ao VAR para revisar o lance.
Mas o penal acabou não fazendo falta, e os Bleus resolveram a partida de forma natural com lances de seu potente elenco ofensivo.
Com a vitória na estreia, o time de Deschamps assume a liderança do grupo I, deixando Senegal na lanterna.
Ainda assim, os africanos podem se orgulhar por terem feito uma grande partida, mostrando que vão brigar forte pela classificação aos mata-matas.
A rodada ainda será finalizada com Iraque x Noruega, também nesta terça, às 19h (de Brasília).
O jogo
A partida começou muito estudada no MetLife Stadium, com a França subindo a marcação e Senegal se fechadno bem atrás, esperando um contra-ataque fatal para tentar ferir o adversário.
E foi justamente em um contragolpe espetacular que os africanos quase abriram o placar aos 25 minutos: Nicolas Jackson recebeu em velocidade pela esquerda e soltou um tirambaço que bateu na trave, nas costas do goleiro Maignan e quase entrou.
Para sorte do técnico Didier Deschamps, o árbitro chamou a pausa para hidratação logo após esse lance, dando chance ao treinador de arrumar os Bleus em campo.
Só que, ao contrário do esperado, Senegal seguiu melhor no jogo. Aos 40 minutos, os “Leões de Taranga” chegaram bem novamente, com Mané batendo de fora da área para defesa segura do arqueiro francês.
Os Bleus só conseguiram criar perigo aos 43, em um lance bastante bizarro: Dembélé cruzou da direita e o zagueiro Koulibaly deu uma “engrossada” ao fazer o corte, quase jogando contra o próprio patrimônio.
No último lance da etapa inicial, Ismaïla Sarr perdeu uma chance inacreditável de abrir o placar para os africanos: após jogadaça, Mané cruzou, a bola percorreu toda a área e encontrou o atacante, que pegou mal e mandou por cima do travessão.
Nas arquibancadas, os senegaleses colocaram as mãos na cabeça em desespero, tamanha a oportunidade que a equipe criou.
Na volta dos vestiários, os franceses conseguiram finalmente criar uma chance clara de ataque: logo no primeiro minuto, Doué saiu costurando na entrada da área, puxou para a perna esquerda e chutou forte, mas fora do gol defendido por Mendy.
O lance animou os europeus, que tiveram outra oportunidade excelente aos 8: depois de saída de bola errada dos senegaleses, Olise invadiu a área, passou pela marcação e bateu para excelente defesa de Mendy, que se atirou com o corpo na bola e salvou.
A pressão foi aumentando, e, aos 11, foi a vez de Mbappé ter a sua chance de ouro: ele saiu cara-a-cara com o goleiro senegalês e tentou deslocar com um tapa rasteiro, mas cabou parando em outra defesa incrível.
Aos 15, muita polêmica: Mbappé entrou na área pela direita e caiu após disputar bola com Mané, que chegou no carrinho. O árbitro Alireza Faghani não marcou nada, mas foi chamado ao VAR. Após rever o lance, ele manteve sua decisão e não marcou o penal.
Os atletas dos Bleus ficaram malucos, mas o juiz iraniano se manteve impassível e mandou a partida seguir.
Fato é que a França era bem melhor no segundo tempo, e o gol saiu de forma até natural aos 21 minutos: Olise achou assistência genial para Mbappé, que entrou no “facão” nas costas da defesa rival e bateu cruzado para finalmente vencer Mendy.
Depois de ser vazado, o Senegal não teve outra opção a não ser se lançar ao ataque. Os “Leões” chegaram até a levantar a torcida com um chutaço de Nicolas Jackson, mas o centroavante foi flagrado em impedimento e o tento foi invalidado.
Aos 37, os franceses resolveram o jogo com a força de seu banco de reservas: o atacante Barcola, que havia acabo de entrar em campo, recebeu excelente enfiada de Rabiot e “desmontou” o goleiro adversário com uma cavadinha fantástica.
Nos acréscimos, Mbaye, outro reserva que ingressou bem no jogo, diminuiu para Senegal com uma bomba na área, que o goleiro Maignan acabou espalmando para dentro.
No entanto, Mbappé deu outra “punhalada” mortal no adversário logo na saída de bola, soltando um míssil teleguiado de fora da área para estufar as reeds e ratificar a vitória dos europeus.
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