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G7 apoia acordo entre EUA e Irã e cobra fim do programa nuclear


Em declaração conjunta divulgada nessa terça-feira (16/6), os líderes do G7 manifestaram apoio ao acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã e disseram estar prontos para contribuir com sua implementação.

O grupo classificou o entendimento como uma oportunidade histórica para impedir que Teerã desenvolva armas nucleares e para enfrentar ameaças relacionadas às atividades militares e regionais do país.

O texto representa uma demonstração de apoio ao acordo negociado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou no domingo (14/6) a assinatura virtual de um memorando de entendimento com o governo iraniano. A formalização do documento está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira (19/6), na Suíça.

Apoio ao acordo e pressão sobre o Irã

Na declaração, além de expressarem o apoio, os países do G7 defenderam que o entendimento atual seja sucedido por um acordo diplomático mais amplo e duradouro.

Os líderes reiteraram que o Irã não deve obter armas nucleares e que futuras negociações incluam mecanismos de verificação internacional, além da participação de parceiros regionais e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). “Apoiamos e estamos prontos para contribuir para sua implementação”, afirma o comunicado.

Líderes mundiais, com a presença de Lula, na "foto de família" do G7 na França
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Líderes mundiais, com a presença de Lula, na “foto de família” do G7 na França

Reprodução

Donald Trump chega para Cúpula do G7 na França
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Donald Trump chega para Cúpula do G7 na França

Anna Moneymaker/Getty Images

Foto de Família do G7 com o presidente Lula
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Foto de Família do G7 com o presidente Lula

Ricardo Stuckert / PR

Estreito de Ormuz no centro

Um dos pontos centrais da declaração é a defesa da reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo transportado globalmente.

Os líderes afirmaram que o livre trânsito marítimo sem restrições ou cobrança de taxas é um dos pilares do comércio internacional e apoiaram uma iniciativa multinacional liderada por França e Reino Unido para ajudar a restaurar a segurança da navegação na região.

O plano prevê a proteção de embarcações comerciais, a retomada da confiança das empresas de transporte marítimo e o apoio às operações de verificação para remoção de minas que possam ter sido deixadas durante o conflito.

A questão tem sido um dos principais focos de preocupação entre aliados europeus. Apesar do anúncio do acordo, governos do continente ainda demonstram dúvidas sobre a velocidade com que a hidrovia poderá ser totalmente reaberta e voltar a operar normalmente.

Líbano e Gaza também entram na pauta

Além do acordo entre Estados Unidos e Irã, os líderes dedicaram parte da declaração à situação em outros pontos do Oriente Médio.

No Líbano, o grupo manifestou apoio aos esforços para desarmar o Hezbollah e fortalecer a soberania do Estado libanês por meio de um cessar-fogo considerado robusto e duradouro.

Já em Gaza, os países prometeram ampliar ações humanitárias e de reconstrução, além de acelerar medidas políticas e de segurança voltadas para a estabilização do território palestino.

Apoio militar à Ucrânia

Os líderes também reiteraram o apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia. O grupo afirmou manter “apoio inabalável” à soberania e à integridade territorial ucranianas.

Ainda concordaram em ampliar o fornecimento de capacidades de defesa aérea para Kiev, incluindo sistemas e interceptadores adicionais, além de avaliar medidas para aumentar a produção militar ucraniana.

O comunicado também prevê apoio adicional ao setor energético do país para enfrentar o próximo inverno, em meio aos ataques russos contra infraestruturas críticas.

Os líderes ainda se comprometeram a aumentar a pressão econômica sobre Moscou por meio de novas sanções, incluindo medidas voltadas aos setores de petróleo e gás. 



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