As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram nesta sexta-feira (17/4) que têm capacidade para manter, por tempo indeterminado, o bloqueio à entrada e à saída de navios ligados a portos iranianos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo.
A declaração foi feita pelo almirante Bradley Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, que destacou que a operação seguirá ativa enquanto houver determinação do presidente Donald Trump.
“As forças americanas estão de olho em todos os portos iranianos”, declarou Cooper.
Segundo ele, o monitoramento é realizado com o uso de drones MQ-9 e aeronaves de patrulha marítima P-8, o que permite vigilância contínua da região.
O almirante acrescentou que nenhum navio da frota norte-americana foi atacado desde o início da operação, em fevereiro.
Até registros recentes, 19 embarcações teriam tentado violar o bloqueio, mas recuaram após avisos das forças norte-americanas, sem registro de incidentes.

Irã ameaça fechar novamente Ormuz se bloqueio dos EUA persistir
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Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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Donald Trump
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Minas são retiradas de Ormuz
Apesar de não detalhar o número de minas marítimas posicionadas pelo Irã, Cooper disse que a quantidade está “dentro da capacidade de remoção” dos EUA e que operações de desminagem estão em andamento.
A fala ocorre em meio a um cenário de trégua frágil. Mais cedo, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais, enquanto durar o cessar-fogo.
Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o país “concordou em nunca mais fechar o estreito”.
Mesmo assim, o governo iraniano ameaça voltar a interromper o tráfego marítimo caso o bloqueio dos EUA seja mantido. Segundo a agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, Teerã considera a medida uma violação do cessar-fogo.
De acordo com autoridades iranianas, a reabertura do estreito está condicionada a três pontos: a circulação apenas de navios comerciais, a proibição de embarcações militares e a ausência de vínculos com países considerados hostis. Além disso, o trânsito deve seguir rotas definidas pelo Irã e ocorrer sob coordenação de suas forças.


