VÍDEO
Freira vítima de agressão atua como pesquisadora na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém
Uma freira católica de 48 anos foi agredida na terça-feira (28/4), na cidade de Jerusalém. O suspeito, um homem de 36 anos, foi preso horas depois e deve responder por agressão com possível motivação racista, segundo a Polícia de Israel.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!
O ataque ocorreu nas proximidades do Túmulo do Rei Davi, uma área frequentada por fiéis e turistas. Imagens divulgadas pelas autoridades nesta quinta-feira (30/4) mostram o momento em que o agressor corre em direção à vítima e a atinge pelas costas. A freira cai no chão e ainda é chutada antes que um homem que passava pelo local intervenha e contenha o suspeito.
Leia também
De acordo com a polícia, a religiosa sofreu ferimentos no rosto. Em comunicado, a corporação afirmou que o caso é tratado com prioridade. “A Polícia de Israel trata qualquer ataque contra membros do clero e comunidades religiosas com a máxima seriedade e aplica uma política de tolerância zero a todos os atos de violência”, informou.
A instituição acrescentou que mantém o compromisso de garantir segurança a diferentes grupos religiosos na cidade. “Em uma cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, permanecemos comprometidos em proteger todas as comunidades e responsabilizar os envolvidos em atos violentos”, diz a nota.
A vítima atua como pesquisadora na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém.
“Ataque desprezível”
Após a prisão do suspeito, o Ministério das Relações Exteriores de Israel também se pronunciou. Em publicação, o órgão classificou o episódio como “um ataque desprezível” e reforçou que atos de violência contra religiosos não condizem com os valores do país.
“A violência contra indivíduos inocentes, especialmente membros de comunidades religiosas, não tem lugar em nossa sociedade”, afirmou.
A pasta ainda declarou solidariedade à vítima e reiterou o compromisso de manter a liberdade de culto. “Seguimos firmemente empenhados em garantir que Jerusalém continue sendo uma cidade onde todas as comunidades possam viver e praticar sua fé com segurança e dignidade”, completou.
O episódio ocorre poucos dias após um soldado israelense ter sido fotografado golpeando a cabeça de uma estátua de Jesus em Debel, uma vila cristã no sul do Líbano.



