O homem que morreu enquanto aguardava atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesse domingo (12/7), é Rodrigo Resende Prado (foto em destaque), de 46 anos. Ele deixa um filho de 6 anos.
De acordo com familiares, Rodrigo era um homem calmo, dedicado e que fazia de tudo pelo bem do filho. Era carinhosamente chamado de “Digão”, por conta da alta estatura e do porte físico.
“Ele era um cara que estava sempre calmo. Amava muito a família, os irmãos eram tudo para ele. Deixou um filho pequeno e fazia de tudo pelo bem do menino”, lembrou o sobrinho da vítima, Vitor Costa Prado, 29, em entrevista ao Metrópoles.
Vitor comenta ainda que Digão também era admirado pela vizinhança de onde morava. “Ele era muito querido aqui na região de Taguatinga Norte”, destacou.
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do Metrópoles DF
Além do filho, Rodrigo também deixou a mãe, uma mulher idosa. “Ele ajudava a dar remédio, levá-la para o hospital…”, destacou Vitor.
Rodrigo era solteiro e estava afastado do trabalho em decorrência de um tratamento médico.
Indignação e tristeza
Outros familiares de Rodrigo usaram as redes sociais para se manifestar sobre o caso e fazer homenagens à vítima. Uma sobrinha escreveu que presenciar a morte de um homem na porta de um hospital público foi “desumano” e criticou a falta de estrutura e de profissionais na rede de saúde.

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Sobrinha cobra melhores condições de unidades de saúde do DF
Divulgação

“A pergunta que fica é: até quando?! Até quando a saúde pública continuará funcionando com equipes insuficientes e profissionais sobrecarregados?!”, disse a parente de Rodrigo.
Outra sobrinha da vítima destacou a dor em ver as imagens dos últimos momentos de vida do tio. “Como profissional da saúde, isso me destrói por dentro. Nenhum ser humano deveria passar por isso”, lamentou.
Ela ainda concluiu agradecendo a Rodrigo por ele ter sido um homem bondoso. “De você, levo apenas as boas lembranças e todo o carinho que deixou em nossos corações.”
O que diz o Iges-DF
Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF) informou que instaurou uma apuração interna para analisar todas as circunstâncias que levaram à morte de Rodrigo Resende Prado.
O Iges-DF também lamentou a morte de Rodrigo e informou que a vítima chegou a ser levada para a sala vermelha, mas não resistiu. De acordo com o Instituto, o paciente procurou atendimento na recepção e, em seguida, passou mal na área externa do hospital.
“Toda a assistência prestada seguiu os protocolos técnicos estabelecidos para situação de emergência. Apesar da atuação imediata da equipe multiprofissional e da adoção de todas as medidas terapêuticas indicadas, o paciente não respondeu às manobras de reanimação e evoluiu a óbito”, pontuou o órgão.




